História do Festival da Pinga

Capital da cachaça

Há muito tempo atrás, a cachaça de Paraty tinha um sabor  único e especial, o que fazia da cidade o maior e melhor centro produtor de bebida durante os períodos do Brasil colonial e imperial. Em 1.600, Paraty já exportava cachaça para a Europa e trocava escravos por aguardente vendendo-os em território brasileiro por ouro.

A aguardente paratiense valia sete mil réis acima dos demais.

Existia 5 engenhos de açúcar e 87 engenhocas de fabricar aguardente. Hoje, são 7 engenhos que contam com equipamentos modernos, mas com a mesma tradição e formas de produção dos tempos coloniais.

Para celebrar a cachaça e outros produtos típicos de Paraty criou-se o Festival da Pinga e Produtos Típicos Caiçaras em 1982, pela associação comercial e industrial ACIP. A data escolhida (terceiro final de semana de agosto) teve a intenção de atrair turistas em um mês considerado de baixa demanda na cidade. Participaram do primeiro festival os engenhos “Quero essa”, “Vamos nessa”, “Corisco”, “Murycana”, “Maré alta”, “Antiqua”e “Fim do século”.

Em 2007, Paraty ganhou o IG da cachaça  e o selo de identificação e autenticidade da famosa cachaça paratiense.

Ao longo dos anos, o Festival foi sendo organizado pelo ACIP, pela Secretaria de Tturismo e Cultura e pelo Instituto Histórico. Os proprietários dos engenhos surgiram com os concursos de drinks, o concurso de rainha dos engenhos e o desfile de tropas e cavalari,  além dos tradicionais shows de música (cirandas) e de MPB.

Ao longo dos anos, a Festa foi perdendo a participação dos produtos típicos caiçaras. Nós, flipzoneiros, esperamos que o Festival volte ao seu foco inicial: celebrar os produtos locais, a cultura, tradição e a história de Paraty.

NÃO BEBA, APRECIE UM BOM CÁLICE DE “PARATY”.

Comentários :

– Conde d’eu

Farinha de Saruí,

Fumo de Baependi,

E cachaça de Paraty,

É só cume, pitá, bebe e caí.

-Assis Valente

Vestiu uma camisa listrada e saiu por ai

Em vez de tomar chá com torradas ele bebeu Parati

Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão

E sorria quando o povo dizia:Sossega leão, sossega leão.

Texto: Gabriela Marsico

Por: Gabriela, Catarina, Fernanda e Meiry

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Uma resposta para História do Festival da Pinga

  1. Carlos Scavarda disse:

    Gabriela, parabéns por teu texto : está muito bem escrito e informativo. Continue nos informando sempre !!!
    Carlos Scavarda

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