Sandoval e Daniel Bueno na FlipZona

Recebemos no auditório da FlipZona agora pela manhã a visita dos ilustradores Andres Sandoval e Daniel Bueno. Eles falaram sobre seus trabalhos e sobre o processo de criação. Andres, esse ano, fez uma oficina com os flipzoneiros usando um trabalho com setas inspirado em seu livro Siga a Seta. Daniel também nos visitou ano passado numa oficina de colagem, também para o projeto de produção da FlipZona.

Daniel começou falando sobre seu trabalho Charibá, que é realizado junto com Andres e outros ilustradores. O projeto está em sua sexta edição, e seu nome vem de uma palavra francesa antiga, não mais usada, que significa bagunça, barulho, uma expressão usada em circo.

Charibá traz diversos elementos em todas as suas edições. Ela muda sempre de tema, com técnicas usando preto e branco, fotografias, colagens, e materiais sintéticos que retratam bem as características do estilo de Bueno, que sempre busca experimentar novas formas de apresentar seus trabalhos.

Temas como violência urbana estão presentes neste projeto. Nesta edição, os participantes da oficina procuraram, através de ilustrações sintéticas e abstratas, retratar temas sociais como o conflito no bairro do Pinheirinho e a região da Cracolândia, em São Paulo.

O ilustrador falou também de seu livro feito com Gabriel O Pensador, Um garoto chamado Rorbeto, que mostrou um pouco do universo escolar usando elementos como cartilhas, clichês (usado em livros antigos), entre outros. Citou também seu primeiro livro, produzido em 2004, O Pequeno Fascista, trabalho que reúne foto e colagem.

Já Sandoval focou sua apresentação em seu livro ”Siga a Seta”, produzido junto com Isabel Minhós Martins. O livro mistura elementos de arquitetura feita com guache, lápis e carimbo (de onde ele começou o estudo). Andres procura estudar o objeto do livro para poder encaixar bem suas ilustrações. Ele produziu também diversas oficinas, como a do Sesc Pompeia, que reuniu trabalho com máscaras, fotografia e roupas de papel, e no Sesc Ribeirão Preto, na qual usou elementos de sombra e corpo. Por último, o ilustrador falou de sua oficina produzida na Casa Azul, já citada acima, falando sobre os processos de criação das setas que começou com o desenho, depois para a bidimensão e a tridimensão. No fim, as setas foram fotografadas na Praia do Pontal e o conjunto das fotos resultou no livro Setas, impresso em maio de 2012.

O público fez perguntas aos artistas, que falaram também sobre a sua transição da faculdade de arquitetura para a ilustração. Eles ainda se sentem bastante arquitetos e trazem muitos elementos da seu curso para suas ilustrações.

Texto: Rafaela Marsico (13, mas se considera com 14) . Foto: Matheus Costa (16, mas não gosta de dizer)

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