Literatura = Liberdade

A mesa 8 da décima flip, na tarde de ontem, reuniu dois grandes mestres da literatura oriental,  Adonis e Amin Maalouf, com o seguinte tema: “Literatura e Liberdade”.

Adonis, nascido como Ali Ahmad Said Esber, é artista, erudito e crítico social. Amin Maalouf é escritor e jornalista. A mediação foi feita pela premiada jornalista Alexandra Lucas Coelho.

Os dois polos, política e cultura, foram os que regeram a palestra. A cultura como a única saida para a política. A mesa foi aberta com a leitura de três poemas por Michel Sleiman, tradutor dos poemas de Adonis. Posteriomente, o poeta declamou em árabe e Maalouf leu um trecho de sua obra em francês.

Os pontos de vista dos dois autores a respeito dos temas questionados pela mediadora foram em grande parte concordantes, apesar de Amin Maalouf ter uma visão mais positiva e esperançosa do que o crítico social Adonis.

É ressaltada a diferença e o conflito entre religião e cultura no oriente, e defendido o misticismo como entendimento de identidade e posicionamento perante o outro.

“O que me abriu o caminho para continuar esta revolução foi a leitura da criação que foi marginalizada na tradição árabe, os poetas revolucionários, sobretudo os contra a religião”, disse Adonis.

Outro ponto debatido foi a chamada Primavera Árabe, como a primeira vez que a juventude não imitou o oriente. O poeta disse que, com o passar do tempo, vimos que aqueles que começaram a Primavera foram botados de lado, e os extremistas estão assumindo tudo. “Pra mim não faz sentido uma revolução em que não haja separação da religião e do Estado, e a liberação da mulher”, disse.

Talvez mais interessante que descrever como foi o debate seja refletir a respeito de questionamentos feito por parte dos escritores que tanto observamos em nosso cotidiano, em noticiários, revistas, apostilas, etc.

Sobre  o papel da cultura, Maalouf declarou que a cultura não é um elemento suplementar: “A salvação do mundo só pode vir a partir da cultura. Por isso é importante que se conheça a cultura dos outros, para que se possa coexistir.”

Texto: Gabriela Marsico, de 16 anos

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