Estrutura da Tenda dos Autores tem novidades

A FlipZona foi convidada nessa última sexta-feira, dia 28 de junho, pela arquiteta da Flip, Penélope Casal a conhecer o projeto da Tenda dos Autores deste ano. Este é o espaço onde acontecem as principais mesas da festa. 

Mantendo a estrutura original, a bilheteria apresenta ilustrações inspiradas na obra do artista homenageado – este ano é Graciliano Ramos – e contará com um manuscrito do autor e uma ilustração da primeira edição de Vidas Secas. “O desenho é projetado à noite e o nosso pintor artístico desenha no painel com lápis e de dia é pintado”, explica Penélope.

A principal mudança está no auditório onde acontecerão as palestras. A arte do painel continua uma releitura de uma ilustração de Jeff Fisher, mas desta vez a ideia foi incluir “muxarabis” no fundo do auditório. “Os ‘muxarabis’ têm a intenção de abrir a tenda para a cidade, ter Paraty como cenário, através deles podemos ver a cidade. Eles são um elemento da arquitetura moura que também eram utilizados nas janelas dos prédios coloniais de Paraty para ‘proteger’ as moças, que podiam olhar a rua através dessas treliças mas não podiam ser vistas”, disse a arquiteta.

Este ano poderemos observar maior utilização de materiais com inspiração na cultura caiçara de Paraty, como explica Penélope. “Nós fazemos uma intensa pesquisa pra elaborar o projeto, viemos a Paraty e ficamos algum tempo aqui, por isso também a escolha de utilizar a obra do Julinho (Júlio Paraty), tanto a pintura do painel que retrata festas juninas como nas peças que ficarão expostas, todas com temática de Santos”.

Segundo a arquiteta há cuidado até em definir a posição da tenda. “A tenda é um pouco menor e para definir a posição dela nós levamos em conta a Santa Casa, a posição da tenda deixa livre a visualização da Santa Casa até do outro lado da ponte, temos essa preocupação”.

A segunda tenda é a tenda dos parceiros: Banco Itaú, Livraria da Travessa e os estandes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que apresentará uma exposição sobre a Festa do Divino de Paraty, e do Governo do Estado do Rio, que trouxe a exposição sobre o Mapa da Cultura.

Houve mudanças também na Tenda do Telão, que este ano foi rotacionada e tem o fundo e a frente transparentes “a intenção aqui é realmente usar Paraty como cenário, no fundo da tenda todos poderão ver a Capelinha e toda essa vista e a frente também aberta serve para que as pessoas que estarão na praia também possam assistir as palestras pelo telão”. Foram mantidas as estruturas da Flipinha, em forma de picadeiro de circo. Assim como na tenda dos autores, podemos observar a utilização de materiais crus e fitilho, inspirações da cultura paratiense.

Texto: Lorraine Cruz, 16 anos
Foto: Branca Otero

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