Conheça a obra de Gaciliano Ramos

Já sabemos que Graciliano Ramos é o grande homenageado da Flip deste ano. Mas e sua obra, você conhece? Veja aqui todos os títulos publicados pelo autor e conheça um pouco das histórias que recheiam as páginas de alguns deles:

Caetés (1933)
Primeiro romance do autor. O personagem principal é João Valério. Introvertido e fantasioso, apaixona-se por Luisa, mulher de Adrião, que é dono da firma comercial em que trabalha. O caso amoroso dos dois é denunciado por uma carta anônima, levando o marido traído ao suícidio.

São Bernardo (1934)
A história de Paulo Honório, um homem simples que, movido por uma ambição sem limites, acaba se transformando em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas e se casa com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano traça o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder e do vazio da solidão.

Angústia (1936)
Ao longo das páginas do livro, o leitor depara-se com o narrador Luís da Silva. Funcionário público e jornalista medíocre, ele nutre ódio profundo pelo sistema que o inferioriza e oprime. Aqui, esse sistema é representado por Julião Tavares. Moço rico, gordo, bem vestido e excessivamente falante, que, com seus agrados hipócritas, afasta a mocinha Marina do amor do protagonista. A angústia tecida desde as primeiras páginas anuncia a fatalidade inevitável e alimenta o envolvimento do leitor com a narrativa pontuada pelos horrores do ódio do narrador.

Curiosidade: o romance teve sua primeira edição publicada no ano em que Graciliano estava preso no Rio de Janeiro.

Vidas Secas (1938)
É nesse romance que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada a procura de meios de sobrevivência e um futuro.

Curiosidade: o livro foi premiado pela Fundação William Faulkner (EUA) em 1962, representativo da literatura brasileira.

– A terra dos meninos pelados (1939)
– Brandão entre o mar e o amor (1942)
– Histórias de Alexandre (1944)
– Dois dedos (1945)
– Histórias incompletas (1946)
– Insônia (1947)
– Memórias do Cárcere (1953)
– Viagem (1954)
– Linhas Tortas (1962)
– Viventes das Alagoas (1962)
– Alexandre e outros heróis (1962)
– Cartas (1980)
– O estribo de prata (1984)
– Cartas de amor a Heloísa (1992)
– Garranchos (2012) – reúne textos produzidos em diferentes momentos artísticos, intelectuais e políticos de Graciliano, organizados pelo pesquisador Thiago Mio Salla.

Texto: Aryza Sá, 16 anos

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