Os artistas de Paraty que não estão nas tendas da Flip

A Flip envolve arte literária de grandes autores, mas encontramos aqui na nossa cidade pessoas comuns assim como eu e você.  Você sabe quem é Dourivaldo, mais conhecido como Maranhão?

O Maranhão é professor de música e seu instrumento é o trombone. Aos 14 anos, entrou para a Fanfarra Municipal e hoje em dia toca em diversos lugares com bandas diferentes. Nas palavras de Maranhão, “a Música liberta”. Diego é aluno dele, e segue os passos do mestre. Ele tem 17 anos e começou tocando surdo na Fanfarra Municipal. Ele diz que arranha na percussão e aprende trombone.

Quando tinha 8 anos, Laís cantava em uma pizzaria. Hoje, aos 16, ela não canta mais, mas não desistiu de seu sonho. Ela quer fazer faculdade de Música e fazer carreira como cantora.

Sérgio e Fernando: “poesia define a gente”

Sérgio Atilano e Fernando Fernandes do Ateliê Bananal são paulistas. Sérgio gosta de escrever desde o ginásio e ainda em São Paulo lançou um livro de poesias chamado “Vermelho Rápido”. Segundo ele, “poesia define a gente”. Mas, em 1991, quando se mudou para Paraty com Fernando Fernandes, que é pintor, começou a se interessar por Artes Plásticas. Sérgio que é muito tímido reparou que a pintura não exigia que ele falasse em público e isso o animou para em 1993 abrir um estúdio com seu parceiro Fernando.

Andando pelas ruas do Centro Histórico de Paraty à procura de novos talentos encontramos a Adelina, uma índia tupi-guarani que vem todos os dias de Angra dos Reis para vender seus trabalhos nas ruas de Paraty. Adelina trabalha desde os 12 anos com artesanato. Atualmente ela conta com a ajuda de seu filho e sua nora. Tudo é feito a mão.

Patrick é francês. Em 1992, ele veio para o Brasil onde conheceu Margarida, sua esposa. Em  setembro de 1998, o casal veio para Paraty e abriu uma galeria para expor as fotografias que Patrick tirou ao longo de sua vida em vários países que viajou. Um dia, ele comprou uma máquina fotográfica de plástico, e teve a ideia de fazer uma máquina fotográfica de papel. Seu projeto teve sucesso.

Patrick e o livro que seria o maior (em tamanho) de Paraty

Hoje em dia, em seu ateliê, além das fotos tiradas com a máquina que ele inventou,  podemos apreciar alguns poemas que ele escreveu em um livro que ele afirma ser o maior livro em tamanho de Paraty.

Nery, o “pintor das ruas”

Nery, “o pintor das ruas, anos diz que “não ligava  para pintura” quando criança. Mas, quando ele completou 14 anos, sua família perdeu todos os bens e ele precisou trabalhar. Sem saber ler, nem escrever, o jeito foi pintar. Nery nasceu em Guarani do Sul, no Paraná, mas foi em São Paulo onde frequentou estúdios e se aperfeiçoou. Ele acabou virando hippie, usou drogas ilícitas e hoje lamenta, pois sofre muito com as perdas de memória. Nery está muito animado com a Flip, que traz muitos turistas para cidade e com isso suas pinturas são mais valorizadas e conhecidas.

Texto e fotos: Arysa Sá, de 16 anos, e Aline de Oliveira, de 14

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Uma resposta para Os artistas de Paraty que não estão nas tendas da Flip

  1. tania taterka disse:

    que maravilha, importantissimo, adorei, continuem porque têm muito mais artistas pelas ruas ou escondidos por aí…. em paraty !

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