Literatura e sedução discute a escrita e leitura na escola

A mesa que teve participação da equipe da Escola SESC de Ensino Médio, de Jacarepaguá, aconteceu na sexta-feira, dia 5, no Auditório FlipZona. O tema era “Literatura e sedução: ler e escrever na escola”.

Estavam presentes o coordenador de linguagens Luíz Fernando Moraes e as professoras Fernanda Freitas e Janaína Brasil, de língua portuguesa e literatura, respectivamente.

Para começar, Fernanda falou sobre o Clube de Leitura, do qual é mediadora ao lado de Vagner Amaro. O projeto nasceu em 2010, quando Fernanda percebeu que seus alunos queriam falar sobre a prática da leitura espontaneamente. “No primeiro ano foram apenas 7 participantes.”, contou ela. Disse ainda que, juntamente com Vagner, seleciona semanalmente textos de uma mesma temática, faz leitura compartilhada com os alunos, conversa sobre a percepção do texto e depois faz uma análise sobre o livro do qual o texto foi retirado.

Ela contou que no primeiro ano do Clube, fizeram atividades e propostas de produção de microcontos e participaram do concurso da Academia Brasileira de Letras. No segundo concurso, a maioria dos alunos escolheu Machado de Assis como tema, daí surgiu a ideia de fazer o livro “Machado de Assis por jovens leitores”. A obra é uma adaptação dos textos do autor para o público jovem. Com ele, participaram do 14º Salão FNLIS.

“Já é o 4º ano do Clube dos Leitores e a próxima proposta é fazermos um livro sobre Lima Barreto por jovens leitores”, contou Fernanda.

Janaína Brasil falou sobre a Oficina da África, que tem como objetivo desconstruir o imaginário ruim sobre a África. Os alunos leem obras africanas e, ao longo do curso, surgiu a vontade de criar um livro sobre o assunto.

A professora de literatura falou também sobre o Laboratório da Leitura. Contou que os alunos devem produzir textos em seis dias, baseados em sua proposta. Depois, ela manda os textos para o e-mail coletivo do grupo. “É um espaço de reflexão crítica”, descreveu. O livro “Por encomenda” surgiu dessa oficina e reúne textos produzidos durante três anos pelos alunos e por ela própria. Janaína contou que já está preparando a segunda edição, que será lançada ainda neste ano e conta com cerca de cinquenta textos.

Eles falaram também sobre a Literópolis, uma festa literária inspirada na Flip. A equipe da escola trouxe 10 alunos para observar o processo de preparação da nossa festa, que servirá de inspiração para a deles. Seguindo o exemplo da Flip, a Literópolis tem um autor homenageado, uma programação infantil e já recebeu renomados escritores.

Além disso, foram exibidos vídeos e curtas metragens, como Capitulina, baseado em Dom Casmurro, e Cinderela, inspirado no conto infantil homônimo, porém com pegada nordestina.

Texto: Clara Marques, 14 anos

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