Festa dos Movimentos Sociais de Paraty

Paraty tem uma agenda cultural extensa ao longo do ano e na Flip a cidade lota. Mas a população local também se organiza em torno de temas sociais importantes. O feminismo e a proteção de terras dos povos tradicionais são lutas que inspiraram a criação de dois movimentos aqui de Paraty.

machista

Um deles é o movimento “Corpo livre”, que tenta mostrar a importância das mulheres, ampliar seus direitos e lutar pela igualdade de gênero. O movimento aproveitou a Flip para divulgar a causa para mais gente. O Movimento Corpo Livre surgiu a partir da preocupação de um grupo de pessoas diante dos crescentes casos de violência sexual e de gênero no município, além de outras sistemáticas violações aos direitos básicos da mulher, praticadas em todas as esferas da sociedade.

Desde o “fiu-fiu” na rua até o estupro e a violência no parto, entre muitas outras formas de agressão física ou psicológica, a mulher tem a autonomia de seu próprio corpo ameaçada pelo machismo e pelo preconceito- perpetuados por amplos setores da nossa sociedade. “A luta do MCL pela autonomia do corpo da mulher e de outras minorias sexuais abarca outras propostas como a luta antimanicomial e antiproibicionista, além da defesa dos direitos de homossexuais, bissexuais e transexuais e todos os arranjos familiares”, cita o release do movimento.

Em entrevista à Central FlipZona, a criadora do movimento em Paraty, Evelyn Ruman, diz esperar uma mudança na realidade. “Espero que quando tiver 70 anos, o índice de mulheres violentadas, tanto física quanto verbalmente, tenha diminuído”, conta ela. Artista plástica e moradora de Paraty, ela cedeu a sua galeria para reuniões do grupo.
Evelyn menciona que a sociedade precisa cobrar mais resultados dos órgãos responsáveis e reorganização dos recursos como, prevenção, educação. “Uma educação laica, essa é a minha reivindicação.”

A primeira ação a ser feita na cidade pelo movimento foi a colagem de cartazes com palavras contra o preconceito. As mensagens foram espalhados por Paraty com o objetivo de despertar a inquietude da população. “Não me contento com migalhas”, finaliza Evelyn Ruman.

Outro movimento feminista presente em Paraty na Flip é o “Casa de Lua”. O grupo veio de São Paulo justamente nessa época para obter uma maior repercussão e também mostrar que não existe diferença entre homens e mulheres na literatura. “O importante é fazer uma seleção justa e equilibrada de escritores para a mesa” diz Martha Lopes, uma das participantes da ONG, durante debate sobre o tema na Praça da Matriz. Dos 44 escritores da programação oficial da Flip, apenas sete são mulheres.

Mesmo sabendo de todos os requisitos, Martha defende a igualdade. “As mulheres escrevem tanto quanto os homens, mas recebem muito menos divulgação, prêmios e são menos presentes em feiras e eventos literários em geral”.O “Casa de Lua” tem como objetivo agir e contagiar, ou pelo menos informar o maior número de pessoas possíveis com cursos, debates e palestras. Um dos pontos citados foi o fato de o feminismo ser colocado por muitos como o contrário de machismo, mas que poderia ser “igualitarismo”.

Outro movimento forte em Paraty é o “Fórum de Comunidades Tradicionais”, criado em Julho de 2007 no sul do Estado do Rio (hoje abrange Angra, Paraty e Ubatuba). O objetivo deles é promover o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais, com ênfase no reconhecimento, fortalecimento e garantia cultural, com respeito e a valorização da sua identidade, suas formas de organização e suas instituições. Durante a Flip, o fórum promoveu uma panfletagem em frente à Tenda dos Autores.

Arthur Verdelone, de 17 anos
Janine Faria, de 19 anos
Nyara da Silva, de 17anos

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