‘Ninguém se forma bom escritor, sem ter sido bom leitor’, diz Fábio Sombra

Apaixonado pela poesia, Fábio Sombra, que tem 38 livros publicados, foi pela segunda vez convidado para a Flipinha. A equipe FlipZona bateu um papo com o autor, que visitou a Central. O Fábio deixou uma dica para quem, assim como ele, sempre foi apaixonado por poesia e está iniciando na escrita. “Ninguém se forma um bom escritor, sem ter sido um bom leitor. Precisa-se ler um bom poema e o ruim também, para saber diferenciar. Minha formação literária e minha escola foram os livros”.

 

Existe alguma pergunta que os jornalistas te fazem e que você considera chata?

Dos jornalistas nem tanto. Mas há perguntas que vêm do público que são redundantes, como de onde sai minha inspiração ou quais dos meus livros eu mais gosto. Não dá pra dizer qual livro eu mais gosto, cada um é como se fosse um filho. Um pai não tem o filho favorito.

Você e a poesia têm um caso ou um casamento?

Começou com um caso, mas virou um casamento. Sempre fui fascinado por rimas e métricas, pelo jeito como o poeta constrói os versos e brinca com as palavras.

O que faria você parar de escrever?

Não consigo imaginar. Seria a última coisa que eu faria na minha vida.

Depois de terminar seus textos, para quem você os mostra primeiro?

Para o crítico mais rigoroso que eu conheço: eu mesmo. A segunda pessoa é um editor específico, cada tipo de texto tem um.

Você busca a inspiração ou ela te encontra?

Não sei definir e não gosto de “glamourizar” a inspiração. Escrevo em qualquer lugar, escrevo muito no avião. Eu me isolo do resto do mundo e me concentro naquilo que estou fazendo.

Em que momento a poesia se tornou um caminho profissional para você?

Em 2008. Uma editora de Minas me ligou e me pediu uma história totalmente em versos.  Foi quando escrevi meu primeiro livro, “A peleja do violeiro Magrilim com a formosa Princesa Jesebel”.

Considerando que você já publicou mais de trinta livros, você diria que há um amadurecimento no seu jeito de escrever?

Eu tenho mudado, não só aprimorado, mas o meu melhor livro  foi o primeiro.

Por que você tem como referência o cordel e a literatura nordestina?

É, foi interessante você ter usado esses dois termos, pois o cordel não é só nordestino. Eu não escrevo sobre nada que eu não conheço, mesmo quando faço adaptações. Por exemplo: agora estou  terminando um cordel que se passa no Pantanal. Um cordel é bom desde que a narrativa seja boa.

Samira Ferder, de 17 anos

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s