Mesa Zé Kléber: ‘Lamentavelmente a violência é vista de forma natural’

No Brasil, morrem 50 mil pessoas por ano, em sua maioria homens negros e moradores da favela. Segundo a antropóloga Paula Miraglia, o Brasil investe mais na segurança privada, enquanto a segurança deveria ser pública. O tema foi falado na mesa Zé Kléber.

Segundo o geógrafo Jailson de Souza e Silva, a favela não pode ser vista como a habitação do caos e sim como um potencial de sociedade de valor. Cada um é responsável pelos seus atos, dessa forma, devemos evitar culpar o outro. “Lamentavelmente a violência é vista de forma natural. O planejamento evitaria a pratica natural do crime”, defendeu Jailson.

Rene Uren contou sua experiência na África do Sul, onde infelizmente a vida quase não tem valor. No conjunto onde deveriam morar 3 mil, pessoas moram 30 mil. As condições são precárias e o descaso público é muito grande. “Quanto maior o número de pessoas maior a possibilidade de confronto e morte”, disse ele. “Morre-se por qualquer motivo: até por um banheiro sujo”.

A própria população tem uma visão errada sobre segurança comunitária, quando são questionados apenas dizem: “mais policias”. Deveria se incomodar mais em evitar a violência, não achar que tudo é normal.

Anne Carolyne, de 15 anos

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