Diversidade sexual em pauta

A diversidade sexual ainda hoje é um tema delicado de se falar. Mas o tema não passa despercebido na Flip e nem pela equipe da FlipZona. Saímos pelas ruas para saber o que as pessoas que estão em Paraty, entre gays, lésbicas e heterossexuais, pensam sobre isso.

Estudante aqui de Paraty, Márcia, de 16 anos, conta que é bissexual e que às vezes sofre preconceito por isso, mas nem sempre é assim. “Estamos no século 21 e ainda tem gente que tem preconceito. As pessoas deveriam respeitar o direito da sexualidade de cada um”, diz ela.

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A sexualidade ainda hoje é um tema difícil de se abordar porque há muita gente intolerante, homofóbicas e preconceituosas. É normal vermos na rua gays ou lésbicas se beijando, mas ainda há um grande preconceito e pessoas que não aceitam.

Perguntei para Paula Sousa, que passeava à tarde tarde por Paraty, qual a diferença de um beijo entre pessoas de sexo oposto para um beijo gay. Sua resposta foi muito boa, ela disse: “Muita gente ainda pensa que essa diferença é como a que existe entre biquíni e calcinha. Um poderia usar em público o outro não”, diz ela, que discorda dessa ideia. “As pessoas têm de ser livres de verdade”.

Entrevistamos também um casal gay que contou como é difícil ir para uma praça e se beijarem. “As pessoas acham que nós não somos normais, porém eu nem ligo mais pra eles, eu faço o que me faz feliz!”, disse um deles, que está em Paraty por causa da Flip. O casal, inclusive, pediu para não ser identificados no texto e na foto.

No banco da praça, encontramos quatro garotas que são bissexuais. Elas têm entre 14 e 18 anos e disseram que têm vergonha de se beijar em público por causa do preconceito, mas acabam levando tudo com bom humor. “Eu nasci assim, eu cresci assim”, diz uma delas, citando a música Gabriela.

Para aprofundar a abordagem sobre o tema, também acompanhamos uma palestra sobre “Sexo” com a escritora e jornalista Roseli Tardelli. “Hoje nós podemos escolher o que queremos para a nossa vida. Gente!! Vamos para com esse preconceito ridículo que isso não vai levar vocês a lugar nenhum. Aceite o próximo do jeito que ele é e o mundo vai ser um lugar melhor”, disse ela que, que é lésbica e não tem vergonha nenhuma de dizer.

Para Roseli, é um orgulho, não uma vergonha! Afinal, toda forma de amor é válida!

FOTO

Carlos Eduardo Oliveira, de 14 anos e Julia Magalhães Ratzke, de 14.

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