Cobrimos “A história da maconha no Brasil”

Aconteceu nesta sexta-feira, dia 3, na Casa Folha, uma mesa sobre “A história da maconha no Brasil”, com Ilona Szabó, coordenadora da Comissão Global de Política sobre Drogas, e Jean Marcel França, escritor e pesquisador. A mediação foi feita por André Barcinski.

Para explicar como a Cannabis se espalhou pelo país, a dupla fez uma retrospectiva, desde o tempo em que a maconha era vendida em barracas de rua, no Rio de Janeiro da época da escravatura, até a atualidade, quando a maconha é importada ilegalmente e em grandes quantidades, sem nenhum controle de qualidade.

Como em qualquer outro debate polêmico, foram expostas opiniões divergentes sobre o assunto. Dentre os argumentos opositores à legalização, destacou-se o manifesto da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) que apresentou 10 motivos contra a regularização da droga.

Em contrapartida, foi citada a importância medicinal dessa erva para a recuperação ou amenização dos efeitos colaterais de algumas doenças, como o câncer, o HIV e as crises epiléticas. Inclusive, foi destacado o uso do óleo de CBD (canabidiol), que contém o princípio ativo da maconha, porém não causa nenhum efeito psicotrópico. Esse foi um dos principais motivos, aliás, para que ANVISA liberasse a importação do produto para uso medicinal.

Foi abordado também uma das maiores polêmicas que envolvem o tema: será que a maconha é realmente a porta de entrada para outras drogas? Segundo eles, o contato com os traficantes é a verdadeira ponte para o uso de outras drogas.

Falando sobre o combate ao preconceito, foi mencionada uma propaganda uruguaia que apresentava diversas personalidades influentes, afirmando que faziam uso da erva. O resultado foi uma maior aceitação dos usuários na sociedade, que aos poucos foram quebrando o tabu de “maconheiro desocupado”.

Jean Marcel concluiu o debate afirmando que a descriminalização da droga ainda é uma tarefa árdua, já que “a tradição brasileira é anti-liberal, por isso é difícil pensar em liberdades individuais”.

*A equipe da Central FlipZona não tem posicionamento e compreende que o debate é necessário, complexo e amplo.

Aghata Saez, 16 anos, Jéssica Maximiano, 15 anos e Luy Firmino, 17 anos.

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