Falando alemão

Dentro das comunidades do Morro do Alemão, Manguinhos e Rocinha, existe um trabalho comunitário que agita culturalmente a vida dos moradores. Um dos resultados deste trabalho é a revista Setor X, na qual artes visuais, fotografia e literatura se unem para mostrar de maneira lúdica o cotidiano e histórias das mais diferentes pessoas que moram no Rio de Janeiro.

O mediador e diretor do trabalho comunitário, Carlito Azevedo, contou que na maioria das vezes, quando se fala de periferia, é comum o pensamento de que há apenas a necessidade de se transformar a rebeldia em obediência, assim como “a periferia só pode falar de periferia”. Diferentemente disso, ele encontrou uma vontade de construção e alegria nas pessoas, e assim descobriu uma explosão cultural nas comunidades. “Cada um deles possui um universo particular infinito, que, direcionados por exercícios do projeto, se tornaram arte”, observou.

Durante a mesa, Geovani Martins, Deocleciano Moura e Katjusch Hoe leram poemas autorais, falaram um pouco de seu dia-dia e conquistaram o público com suas histórias. Ficou claro que a periferia é um lugar a ser explorado culturalmente, mas que na maioria das vezes é visto como um problema a ser remediado e não solucionado.

Luy Albino

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