Lendas de Paraty

Macunaíma, a principal obra do Mário de Andrade, autor homenageado da FLIP este ano, é baseada em diversas lendas. Assim como este romance, Paraty também possui suas próprias lendas, a maioria delas ligada à religião católica e seus santos, tesouros enterrados por causa de piratas, pessoas sepultadas vivas, entre outras.

Alguns acreditam que toda lenda surge de uma história real, e que foi contatada e recontada fantasiosamente. Eis algumas das lendas locais.

Serpente da Matriz

A lenda mais famosa e religiosa de Paraty é a lenda da Serpente da Matriz, cuja história diz que uma criança, filha de uma relação extraconjugal, foi deixada viva sob os pés da imagem de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade. Por encantamento, esta criança transformou-se em uma grande serpente, cujo corpo estaria no rio Perequê-Açu. Dizem que se tirarem a imagem do lugar, a serpente se libertará e destruirá a cidade ao se movimentar. Há também uma versão da lenda que diz que se a cobra for libertada, ela mamará nos seios da santa e de todas as mulheres em fase amamentação. E uma terceira versão ainda conta que o encantamento só se quebrará se a criança-serpente for amamentada por uma virgem.

 

Noiva da Santa Rita

Outra lenda bem famosa da cidade é a lenda da Noiva da Igreja de Santa Rita que conta a história de uma moça da cidade, que às vésperas de seu casamento, amanheceu morta sem explicações. A moça foi enterrada vestida de noiva na Igreja de Santa Rita, onde se casaria. O fato chocou a cidade e deixou o noivo tão desolado, que não quis sair do jardim da igreja. À noite, o rapaz estava chorando quando viu sair um vulto vestido de noiva da Igreja para beber água no chafariz da praça. Aproximando-se e percebendo que era sua noiva, ele lhe perguntou o que fazia ali àquela hora. A noiva respondeu-lhe que foi beber água, pois havia morrido com sede, e sumiu no ar. Desesperado o noivo procurou os pais da moça e as autoridades para lhes contar o ocorrido e suas suspeitas de que ela havia sido enterrada viva. Pela manhã, todos resolveram verificar o fato e abriram o caixão da falecida. Encontraram o corpo de bruços, comprovando a suspeita do noivo.

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A Praga do Irmão Joaquim

Essa lenda conta a história de leigo, de ordem religiosa, que vivia em Paraty. Ele se envolveu com a política local e desagradou a todos ao reclamar dos costumes e hábitos da população paratiense. Tanto ele fez, que foi expulso da cidade. Ao atravessar o rio Perequê-Açu, retirou as sandálias dizendo que daqui não levaria a poeira dos sapatos. Amaldiçoou a cidade dizendo que ela cairia em desgraça e não progrediria por séculos. Atribui-se ao mesmo Irmão Joaquim a praga rogada a uma família que rira de sua perna inchada e doente. Profetizara que os filhos dessa família nasceriam e sofreriam da mesma doença que ele, até a quinta geração. Depois de séculos, finalmente, a nova geração da família livrou-se da praga.

 

Tesouro da Trindade

Conta a lenda que, na região da Trindade, foi enterrado por piratas ingleses um fabuloso tesouro e que sua localização estaria indicada em estranhas inscrições nas pedras junto a praia do Caixadaço. No século passado, muitas pessoas munidas de mapas e informações orais, vasculharam a região à procura do Tesouro, não conseguindo encontrá-lo.

 

por Branca Otero

 

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