Parte da programação da FlipZona, Ciclo Páginas Anônimas tem mesas sobre poesia e crônica

13534444_1032594320158292_1046602810_nA mesa “O universo ao meu redor” trouxe jovens cronistas à FlipZona (foto de FlipZona)

A abertura do Ciclo Páginas Anônimas, parte da programação da FlipZona, reuniu três novos poetas brasileiros que marcam presença em saraus, redes sociais e publicações independentes, na mesa “Novos donos da poesia”, realizada na Casa da Cultura Câmara Torres.

Mel Duarte (São Paulo), Allan Jonnes (Aracaju) e Flávio Araújo (Paraty) foram mediados pela jornalista Bianca Ramoneda, que os apresentou: “É uma poesia nova e que se renova. É uma poesia que se multiplica e que está viva. É uma poesia que se publica com palavras ao vento.”

Os poetas ressaltaram a importância da oralidade em seus poemas. Mel Duarte comentou como foi sua primeira vez em um Sarau: “Percebi que existiam outras pessoas que me entendiam, que falavam a mesma língua e tinham as mesmas inquietações.” Já Flávio Araújo contou sobre como as histórias do pai pescador contribuíram para sua formação poética.

Allan Jonnes questionou sobre a importância da poesia em transformar o olhar: “O mundo vem com um excesso de informação e é preciso digerir. Fazer poesia é fazer esse exercício repetidas vezes, até que o resultado seja um novo olhar sobre as coisas comuns”, conta.

“O universo ao meu redor”

A segunda mesa do dia, “O universo ao meu redor”, aconteceu no início da tarde, também na Casa da Cultura Câmara Torres, e uniu quatro jovens cronistas. Rodrigo Fonseca mediou a conversa com Cesar Gouveia da Silva (São Paulo), Gabriela Marsico (Paraty), Edu Carvalho (Rio de Janeiro) e Kammal João (Rio de Janeiro). Juntos, eles falaram sobre a importância do espaço urbano para as trocas culturais.

Edu Carvalho, jornalista comunitário da Rocinha, comentou a importância de escrever com empatia sobre o local onde vive. “Com a crônica, não há barreiras. Se houver alguma, a gente derruba.” Já Kammal João, que trabalha com ilustração e texto, revelou que é inspirado pelo Rio de Janeiro, onde convivem natureza e caos urbano. Para Gabriela Marisco, a riqueza da cidade está no fato dela concentrar pessoas heterogêneas dentro de um mesmo espaço de convivência, permitindo trocas. Cesar Gouveia completou: “Sem os encontros que acontecem nas cidades, nós não criaríamos o que estamos criando.”

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