Mesa com Nelson Pereira dos Santos e Miúcha deixa a desejar

A última mesa da sexta-feira, 5, reuniu dois artistas de peso: o cineasta Nelson Pereira dos Santos, grande precursor do cinema novo, e a intérprete e compositora Heloísa Maria Buarque de Hollanda, mais conhecida como Miúcha. A mediação foi de Claudiney Ferreira.

Claudiney mostrou-se carente de perguntas, explorando pouco seus convidados. Miúcha ficou restrita a pouquíssimas falas, uma no começo do debate, sobre como conheceu o cineasta. Outra no final, quando pôde falar sobre a elaboração do roteiro de “Transas de amor”, em conjunto com Nelson.

As perguntas mais interessantes foram feitas pela plateia. O interesse maior era sobre a relação de Nelson Pereira dos Santos com Paraty. Queriam saber sobre o filme “Como era gostoso o meu francês”, que teve um trecho exibido.

Diversas histórias engraçadas da produção dos longas foram contadas na mesa. Uma delas sobre a vez em que foram gravas “Vidas Secas” e, ao chegar no set de filmagem, chovia sem parar. Assim, foram obrigados a improvisar e acabaram gravando “Mandacaru Vermelho”, outro filme.

Outra foi sobre quando o filme Vidas Secas (1963) foi escolhido para representar o Brasil no Festival de Cannes. Na França, eles se depararam com acusações de maus tratos contra os animais, em função da encenação da morte da cachorra Baleia. “Uma condessa italiana ficou furiosa com o filme. Disse que só povo subdesenvolvido, para fazer o filme, mata um animal”, comentou. “Aí a Air France (companhia aérea) ofereceu uma passagem para a ‘Baleira’ ir a Cannes. Essa história estourou!”.

Senti falta de explorarem mais o lado político de Nelson, já que alguns de seus filmes utilizavam mensagens nas entrelinhas. Podiam ter focado em sua perseguição por parte dos delatores da ditadura e em sua estadia em Paraty, no início dos anos 70, até como forma de relacionar o cineasta com o autor homenageado, Graciliano Ramos – que foi preso político – e com o atual cenário brasileiro.

A mesa ficou superficial. Grande parte da platéia já sabia de tudo que foi dito. Uma pena dois grandes artistas não terem sido bem aproveitados.

Entretanto, aqui vai uma excelente notícia para os admiradores do cinema: Nelson Pereira dos Santos, no alto de seus 85 anos, pretende voltar a nos agraciar com seu talento em um novo filme.

Texto: Gabriela Marsico, 17 anos

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Arte na Praça: ‘É só olhar para o lado que surge inspiração’

Ontem, no terceiro dia da Flip, o movimento das oficinas da Flipinha que rolaram na Praça da Matriz foi bastante intenso. As crianças estavam curiosas, empolgadas e iam de uma oficina para a outra, incentivando até os pais a se envolverem.

Grande parte dos monitores ali presentes são estudantes procurando adquirir experiência para sua formação como professor primário. Eles se dizem muito satisfeitos com o envolvimento do público nas atividades. “Acho bom porque é só olhar para o lado que já surge inspiração. A coisa mais fácil é pintar! Tudo aqui é poesia! O movimento é bastante significativo, pois as crianças são curiosas, querem pegar os pincéis na mão e senti-los e algumas vezes também quererem pintar”, afirma o pintor Juvenal Irene, de 56 anos, monitor da Oficina de Pintura.

O monitor e capoeirista Nelson de Carvalho, de 23 anos, ficou contente com a decisão de incluírem a capoeira como oficina. “Achei ótimo o pessoal querer colocar a Capoeira como oficina. Aqui tem todo tipo de oficina, menos uma que mostre a cultura típica do caiçara. Poucos sabem que foram negros que construíram o Centro Histórico, e a capoeira traz isso!”, diz ele, que também é marinheiro. “Ela ensina a romper preconceitos com a dança. Não vejo aqui uma oficina com uma ligação tão grande com Paraty quanto a capoeira.”

As oficinas mais procuradas pelo público infanto-juvenil foram: oficina de tear, origami, bilboquê, pipa, bingo, pintura e capoeira. Era visível o interesse do público perante as atrações. Desde oficina de pintura ao origami, os organizadores conseguiram atingir o objetivo de ter a atenção das crianças.

Texto: Victória Gonçalves, Nathalya Moreira, Larissa Minéro e Izabela Fonseca
Fotos: Rafaela Marsico, de 14 anos

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Do rock ao pagode, Hora da Estrela tem mais de 2 horas de música

Na tenda da Flipinha , quinta a noite, houve o Hora da Estrela, evento feito pela FlipZona que dá oportunidade para os jovens de Paraty mostrar seus talentos.

O evento foi aberto com uma apresentação de dança, a única da noite, feita por duas garotas paratienses. Logo depois, algumas bandas tocaram diferentes gêneros, do rock ao pagode. As apresentações duraram mais de duas horas e durante todo o tempo a tenda estava bem cheia.

Presente na plateia, Izabela, de 16 anos, disse que achou muito interessante, porque teve Os Cirandeiros, que fazem parte da cultura caiçara de Paraty, e também a banda Direct in Box, que toca clássicos do Cazuza e Legião Urbana, além de músicas próprias. “Achei os shows super bem elaborados e as bandas foram muito profissionais no palco”, disse Clara, de 14 anos.

Texto: Daniela Marsico, 12 anos

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‘Fantástico ser homenageado em vida’, diz Julio Paraty

O mural de 20 metros no Café da tenda principal reproduz a obra  “Pau de Sebo do Divino”, do artista naiff Julio Paraty. Além do mural, o artista preparou especialmente para o evento uma série de seis quadros à guache com o tema “Festas Religiosas de Paraty”. As obras também estão expostas no Café.

Segundo Belita Cermelli, diretora executiva da FLIP,  a iniciativa visa divulgar e incentivar a cultura paratiense e  incluir os artistas plásticos da cidade na grande Festa Literária. Júlio Paraty está feliz com a homenagem e comentou: “Fantástico ser homenageado em vida!”.

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José Wilker e Lima Duarte falam de Saramandaia

A Casa do autor roteirista, em Paraty, faz sucesso. A fila ontem estava gigante para um debate com os atores Lima Duarte e José Wilker, que falaram um pouco sobre a trama “Saramandaia”, remake que está sendo exibido na TV Globo.

Eles contaram que esse encontro foi a realização de um sonho. Durante o debate, Zé Wilker falou sobre o escritor Dias Gomes, autor da novela. Saramandaia foi transmitida pela primeira em 1976 na Rede Globo, nome que significa “cada pessoa pode ser uma coisa diferente.”

Os convidados revelaram que houve algumas modificações na nova versão e alguns personagens ganharam mais importância. É o exemplo da “Dona Redonda”, vivido pela atriz Vera Holtz.

Texto e Fotos: Júlia Lacerda, 17 / Luana Arnaldo, 18

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Desfilando em Paraty

Na quinta-feira, 4, saímos às ruas do Centro Histórico para ver o que a galera está vestindo na Flip. Nessa época do ano as ruas ficam cheias, reunindo pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo, com estilos diferentes de se vestir, cada um com sua peculiaridade. Em meio a tanta diversidade selecionamos alguns looks que mais nos chamaram atenção. Confira:

Fabiana Ramos, 38. Jornalista, de Brasília – DF
Encontramos a bisneta do nosso autor homenageado, com um vestido discreto de poás e um colar de pérolas, que fechava o look vintage.

Rafael Cortez, 36. Comediante, de São Paulo – SP
Sabe o Rafael Cortez, aquele do CQC? Estava por aqui, muito bem vestido, apesar do calor.

Aline Ahmad, 34. Educadora, de São Paulo – SP
Curte moda e tem um estilo próprio. Se veste de acordo com o humor e trouxe para Paraty roupas de vários estilos.

Gabriele Dias, 18. Estudante, de Guaratinguetá
Gosta de vários estilos e opta por peças confortáveis. É cautelosa na escolha de roupas.

Daniela. Empresária, de Ilha Bela – SP
Acompanhada de sua filha Mel Deslandes, a empresária de moda contou que curte um estilo despojado e peças vibrantes.

Francine Bittencourt, 35. Escritora e blogueira, de São Paulo – SP
Super ligada em moda, Francine escreve para o blog Plush Blush.
Produziu o livro “Contos Mínimos” em parceria com Jan Bitencourt e outros. Recomendamos!

Texto e fotos: Vitória, Isabelle, Ranna e Silvia

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Turistas curtem a praia

No dia 5 de  julho, fomos à praia e entrevistamos algumas pessoas. Descobrimos que muitos turistas que vieram para a Flip também estão aproveitando a oportunidade para conhecer e curtir a cidade.

Maria Aparecida Rosa, de 41 anos,  veio de Angra. Aproveitou a Flip  de  manhã e à tarde resolveu relaxar e ler um livro na praia.

É a primeira vez que Arlen Oliveira, de 46 anos, vem à Festa Literária. “Estou amando tudo: o clima, a praia, a cidade e a própria Flip!”

A professora Rita, de 73 anos, disse: “Estou aproveitando muito a Flip e já estou ansiosa pelo ano que vem.”

Então para aproveitar muito, aqui vão algumas dicas:

- Para andar no Centro Histórico use sapatos sem salto e confortáveis.
- Experimente o camarão casadinho. Dizem que o prato foi criado no quiosque do Lapinha, na praia do Pontal, e continua sendo um dos melhores da cidade.
- Vir à Paraty e não passear de barco, é que nem ir a Roma e não ver o Papa. A baía de Paraty é deslumbrante!

Aproveitem!

Texto: Victória Veloso

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A vida moderna em Kafka e Baudelaire

A vida moderna em kafka e Baudelaire foi o tema da mesa realizada ontem com Roberto Calasso e Jeanne Marie Gagnebin. Calasso começou lendo um trecho do seu livro A Folie Baudelaire, comentou sobre a vida moderna e o longo caminho da modernidade, a sua alegria, tristeza…

Em seguida, ele falou sobre as características do texto, como a narração, e das diferenças das culturas. Também abordou a sede que ele tem de ler de começar alguma coisa e terminar, além da importância de ter um alvo na vida. Jeanne agradeceu por estar a qui e se disse surpresa por ter sido convidada para esta Flip. Brincando sobre as pedras da rua de Paraty, ela disse que acha que alguém deveria escrever um texto sobre o “Tropeço”.

Texto de: Emilly Generoso Mariano, de 15 anos, Sunamita Freire de Souzade, de 18, e Sulene Freire de Souza, de 13

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Conheça a Dança dos Velhos

danca_velhos2Em Paraty, a Dança dos Velhos é apresentada na mesma época em que se realizam as festas do Divino e de Nossa Sra. do Rosário e São Benedito. Só que este ano o evento foi apresentado hoje, durante a Flip.

O evento é protagonizado por rapazes e moças fantasiados de velhos, com perucas de algodão, barbas e bigodes, enquanto as moças vestem saias compridas e bata franzida, todos apoiados em bastões. A dança começa com uma melodia lenta, porém esse ano foi animado em ritmo de Ciranda.

As pessoas se divertiram. “Achei muito legal, é a primeira vez que vejo essa dança, foi divertida e deu vontade de dançar”, diz a estudante Larissa Evelin, de 11 anos. “O visual deles é muito bonito, o cabelo branco deu um destaque e o jeito deles dançar é interessante, imitando os velhos.”

A Perla Santos, de 25 anos, também aprovou. “Interessante, porque é diferente e a música está com ritmo mais alegre, as roupas são diferentes e com cores vivas.”
A dança dos velhos realizada a décadas aqui em Paraty, começa assim: são três partes: marcha, allegro, e fadinho. Durante a marcha, “velhos”e “velhas”, em coluna de dois, cumprimentam-se enquanto avançam, “trôpegos”, marcando o tempo com fortes batidas de bastão. Fazem-se diversas mudanças de posição com repetidas meias-voltas.
Na marcha, acontece igualmente o “garranché”, que termina com um contra-marcha: os pares avançam e recuam com passos miúdos, ligeiros, conforme o compasso da música.

O fadinho é mais lento que o alegro. Os “velhos” apoiam-se novamente nos bastões, trocando passos para a direita e para a esquerda, repetindo a contra-marcha e as meias-voltas. A dança termina com a repetição da primeira parte: a marcha. “É bom ver os jovens representando os velhos e que a cultura ainda reina aqui na nossa pequena Paraty”, diz Alana Thenório, de 17 anos.

Texto: Thalía Oliveira, 16 anos

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‘A cultura é a regra e a arte é a destruição’, diz Francisco Bosco

A segunda mesa da Tenda dos Autores desta sexta-feira contou com a presença de dois professores não atuantes na profissão: Francisco Bosco e Lila Azam Zanganeh.

Bosco é carioca. Poeta, letrista, filósofo e escritor, é filho do cantor e compositor João Bosco.
Lila Zanganeh nasceu em Paris e é filha de iranianos. Aos vinte e três anos se tornou professora da Harvard, universidade localizada em Cambridge, Massachusetts (EUA). Depois foi morar em Nova York e iniciou sua carreira como escritora.

Com a palavra inicial, Bosco falou sobre o livro “O prazer do texto”, do escritor francês Roland Barthes, que também é sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo. Na obra são abordados temas como linguagem política, que ele chamou de sólida e muito importante. “Atualmente, nos protestos que estão ocorrendo pelo país, essa linguagem está nos cartazes, que possuem palavras de ordem.”, esclareceu Bosco.

Ele falou também sobre as diferenças entre os textos de prazer e os de gozo. Explicou que na literatura prazerosa, a relação que existe na linguagem do texto é a cultura, que segundo o escritor é a prática dos hábitos que nos rodeiam. “A cultura é a regra e a arte é a destruição, por isso existe uma relação entre elas.”, ressaltou Bosco. Já a literatura de gozo são os textos que falam sobre a destruição da cultura, e por esse motivo produzem descontentamento. Esse tipo de literatura pertence ao campo que está além do prazer e as pessoas precisam passar pelas duas formas literárias, explicou ele.

Lila falou sobre o conceito da felicidade relacionada à escrita. Ela disse que, geralmente, os romances que fazem mais sucesso são os que falam sobre transgressões, mas não existe uma explicação para isso.

Foi abordado ainda que, nos romances atuais, o conceito de felicidade se perdeu, pois os mesmos falam, em sua maioria, da identidade do autor – mesmo que de forma indireta.

A conversa entre os convidados seguiu e foram apresentadas as perguntas da platéia. Perguntaram para os autores se é possível ter prazer escrevendo e ambos disseram que sim. Para Bosco, toda forma de literatura se dirige ao que o autor não é. Para Lila, escrever é ótimo, porque estimula a imaginação.

Para encerrar, questionaram aos autores o motivo de a literatura ser “a saúde do mundo”. Em resposta, Bosco disse que uma boa saúde é diferente de uma grande saúde. Os escritores e artistas em geral adoecem mais pelo fato de darem tudo de si em suas obras, para que os leitores conheçam o lado bom das coisas.
Já Lila, declarou que as palavras são o único meio de reencontrar as coisas que foram perdidas.

Vale ressaltar que a escritora francesa fala seis línguas, além da sua nativa. O português ela vem estudando há seis meses e já está falando super bem – tanto que a conversa de hoje foi toda em português. Lila declarou amar o Brasil, principalmente o Rio de Janeiro.

Texto: Marianne Aggio, 17 anos

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Graciliano Ramos está em exposição na Casa da Cultura

Como todos sabem, o homenageado deste ano na na Flip é o Graciliano Ramos. E como de costume, ele ganhou uma exposição na Casa da Cultura.

A exposição foi montada nos dois andares da Casa da Cultura, com fotos que relatam a realidade do sertão nordestino e também das obras do Graciliano Ramos e alguns trechos dos seus livros.

Fomos descobrir o que os visitantes estão achando. A artista plástica Maria Augusta, de 66 anos, disse que achou “interessante a ideia de um relato de livro em forma de fotografia”. Teresa Thiétiot, de 60 anos, achou legal pois adora o autor e já leu muitos livros do escritor.

A exposição também agradou a recepcionista da Casa da Cultura, a Juliana, de 26 anos. “A exposição é bem legal, é um trabalho que traz diversas emoções pois achamos que esta realidade não existe”, disse ela.

Então se você estiver em Paraty, não deixe de passar na Casa da Cultura para ver a exposição de Graciliano Ramos.

Texto: Daniel Marsico, de 12 anos, e Victoria Veloso, de 13

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Remador navega 500 km para lançar livro em Paraty

Orli Rodrigues, autor e remador de expedição oceânica, navegou 500 km para lançamento de seu livro em Paraty. A obra Dos Remos faço asas conta as aventuras de suas expedições a Cabo Frio, Paraty, Ilhabela, Árvore da Lagoa e também divulga o projeto Orlas da Guanabara.

Orli veio com a esposa Márcia Rejane para uma divulgação um tanto inusitada, fora do ambiente Flip. A exposição, venda de exemplares e autógrafos está sendo feita no Cais, na Prainha da Praça da Bandeira – em um barco. Vai até 7 de junho.

“Quando nossos braços estão cansados demais e nossos olhos necessitam de um horizonte mais amplo… essa é a hora!”, diz o escritor, que nasceu em São Gonçalo no dia 1.º de abril de 1966.

Texto: Iago Sérgio,de 15 anos, e Juan Pablo, de 15

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Guazzelli desenhou até o parto do filho

“Grafite, quadrinhos e afins” foi o tema da primeira mesa da FlipZona do dia, com Eloar Guazzelli e Meton Joffily. Foi um bate papo muito legal e divertido.

Meton é ilustrador e animador, já teve suas animações traduzidas para mais de dez línguas incluindo, Italiano, Francês. Também foi publicado em Portugal.

Guazzelli nos contou que desenhou os momentos mais marcantes da vida dele, incluindo sua lua de mel e o parto d0 filho. Veja abaixo a entrevista com Guazzelli.

O que você tem a nos dizer sobre você. Quem é Guazzelli?
Guazzelli: Eu sou um sujeito que ama desenhar. Desenho em diversas plataformas, para cinema, para literatura infantil, para adulto, história em quadrinhos, humor, charge e Cartum. Participei de vários festivais. Não chega a ser uma profissão, mas eu ganhei até prêmios! Então é uma coisa que eu gosto de fazer. Eu gosto de fazer cartum sem palavras, sou basicamente um desenhista. Sou formado em artes plásticas, que é um nome muito pomposo. Na verdade sou bacharel em desenho, sou professor, mas isso pode não ser nada, porque pode ser ruim em várias coisas.

E sua vida fora do desenho?
Guazzelli: Sim e não. Ainda bem que eu tenho uma vida, eu tenho uma mulher, dois filhos, sou uma pessoa que age politicamente, vive. Mas nunca consigo separar do desenho. Por exemplo; eu tenho um bloco de desenho onde eu desenho meu filho, estou desenhando eles crescendo. A minha filha quando nasceu, eu fui desenhando ela bebê e fui acompanhando. E agora eu desenho junto com ela. Eu tive a maior alegria porque há dois dias meu filho me pediu uma folha pra desenhar. E eu disse, “nossa vamos lá, vamos desenhar, está ficando legal”. Evidentemente que eu tenho uma vida que não passa pela minha profissão. mas é diferente da vida das maioria das pessoas. Quando estou de férias eu continuo desenhando, mas ai eu não tenho compromisso, não tenho cliente. E também tem outro lado. Tem gente que pensa que é só alegria, mas tem cliente chato, que não entende teu desenho, tem pessoas que não valorizam seu desenho. Às vezes não te valorizam não só pelo valor simbólico dele, mas pagam mal pelo seu desenho.

Por que você começou a namorar só aos 15 anos?
Guazzelli: Porque, como vocês notaram, eu era meio maluco e naquela época as meninas eram bobas e não sabiam que os meninos malucos eram os mais legais. Mas depois isso foi consertado e namorei bastante. Estou com minha mulher aqui, acho que ela gosta de mim.

E você mencionou o socialismo. Você é socialista?
Guazzelli: A única coisa que eu acho que posso dizer é que eu acho a ideia do socialismo muito boa, mas como todas as ideias muito boas, a sociedade tem um perigo muito grande. Mas acho o socialimos uma ideia libertária.

E qual é seu sonho?
Guazzelli: O sonho de todo desenhista é ter um reconhecimento e o reconhecimento não é exatamente o sucesso fácil. Por exemplo, já estou realizando parte do meu sonho, que é estar viajando pelo meu trabalho, aproveitando um dia lindo como este.

Texto: Daniela Marsico, de 12, e Aline de Oliveira, de 14

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Fotos do time da FlipZona estão em exposição

Na Casa da Cultura está acontecendo a exposição muito especial. As fotos são da Oficina de Fotografia ocorrida na FlipZona no dia 18 e 19 de maio. O curso, oferecido pela Casa Azul, rolou durante a Festa do Divino.

A estudante Laura, de 12 anos, achou muito legal a exposição. “É importante para a cultura de Paraty”, disse ela. Marina, de 13, também estudante, achou interessante “porque viu pessoas conhecidas” nas imagens. Já a Darcy, de 74 anos, visitante de Paraty, achou muito lindo e diferente, porque retrata muito bem as “festas folclóricas de Paraty”.

Além da exposição, a oficina também teve outros frutos. Quem tirasse as melhores fotos no curso ganharia um estágio com o fotógrafo Walter Craveiro, que tira as fotos da Flip desde sua primeira edição. Duas alunas ganharam: A Rafaela Marsico, de 14 anos, e Emilly Moura. E elas estão indo muito bem com a experiência.

Texto e fotos: Rafaela Dantas, de 15 anos

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‘Tem gente confundindo manifestação com festa rave’, diz Gilberto Gil

A mesa Zé Kleber, na Tenda dos Autores, recebeu ontem Marina de Mello e Souza e o cantor e compositor Gilberto Gil para falar sobre Culturas Locais e Globais. Houve ainda a participação de Luiz Perequê, artista paratiense.

Durante o encontro, Gil falou sobre as manifestações que estão ocorrendo há um tempo por todo o Brasil. Ele disse que algumas pessoas estão confundindo essas manifestações com “festas rave” ou arrastões. E estão indo sem um propósito sério. Gil disse, ainda, que não há por que questionar os manifestantes que vão de máscara, porque todos nós somos encobertos pela máscara da internet.

A mesa começou com a exibição de um pequeno vídeo do Perequê, em que ele falou sobre ações de defesa cultural. No vídeo, também foi falado que Paraty precisa dessas ações para continuar vivendo do turismo, que é essencial. Também foi lembrado que todos podem participar da prática da defesa cultural, que foi feita ao longo dos anos. Como o próprio músico disse, “para fazer o novo não precisamos esquecer o velho.”

Marina, que é professora da cidade há bastante tempo, argumentou que a identidade dos paratienses são as festas, pois essas ocorrem durante o ano todo e todos podem participar. A professora ainda disse que várias pessoas de fora têm propostas para Paraty em diversas áreas, como a cultura e a natureza. “A cultura é viva e está em constante transformação”, disse Marina. Com base nisso, é importante que medidas multiculturais sejam implantadas na cidade.

Texto: Marianne Aggio, de 17 anos e Luana Arnaldo, de 18
Foto: André Pádua, de 16 anos

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A cara de Paraty

A Bruna Santos, de 15 anos, fez um ensaio fotográfico sobre as fachadas dos casarões de Paraty. Confira abaixo algumas fotos.

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‘A Flip traz a Paraty gente fina e intelectual’

Fomos às ruas para saber o que o público está achando da 11ª edição da Flip. Conversamos com comerciantes, turistas e moradores de Paraty. Percebemos que a grande maioria está bastante empolgada com o evento, apesar de haver também algumas críticas.
Confira os depoimentos:

“Por enquanto está tranquilo o movimento, embora aumente a cada dia. A Flip é uma das festas que mais traz lucros aos comerciantes, pois acontece tanto de dia quanto de noite. Ganha até mesmo do Carnaval.”
Andréia Maria Amatto Rezende, 37 – vendedora de churros, de Paraty – RJ

“A Flip traz a Paraty gente fina e intelectual. É um evento muito bonito, que cabe bem na cidade. É a cara de Paraty! O movimento está bom. Como dono de um restaurante, posso  afirmar isso.”
Nicolas Didier, 50 – empresário, de Paraty – RJ

“Como já estive na Flip em 2011, consigo fazer uma comparação entre as duas edições. Bem, este ano a programação está um tanto distante do nosso meio. Acho que deveria ter mais palestras de brasileiros, para ficar mais interessante.”
Luiz Fernando, 36 – professor, de São Paulo – SP

“Estou vendo muita gente de fora se divertindo e a população local fica um pouco de lado. Acho tudo pouco acessível aos paratienses que querem participar, pois os livros estão caros. Devemos valorizar o local e não só o público.”
Raphael Bergold, 32 – empresário de Turismo, de Paraty – RJ

“Adoro a Flip. Essa é a nona vez que venho e cada edição é inovadora. O público está melhor e o tema nordestino me ajuda a divulgar meus livros. As pessoas costumam assimilar meu trabalho com o do Graciliano Ramos.”
Paulo Cavalcante, 53 – professor de história, de Campina Grande – PB

“Primeira vez que venho, o evento tem a cara de Paraty. É uma festa incrível. Cheio de atrações para todos os públicos.”
Antonio Ribeiro, 62 – escritor, de Curitiba – PR

“Gosto da Flip, pois meu trabalho envolve literatura. É minha segunda vez no evento e aproveito para divulgar meu trabalho, participando de saraus que ocorrem pela cidade.”
Nélio Fernando, 32 – ator e palhaço, de Jacarepaguá – RJ

Lauro e Benedicta Albuquerque, ambos de 73 anos, são moradores de Ubatuba – SP, e acharam a Flip um evento muito bacana, que traz cultura para pessoas de todas as idades. É a primeira vez deles na cidade e estão gostando bastante. Porém, acham que é preciso criar mais atrativos para o povo. “Como sou mais curioso que minha esposa, fui conhecer mais as atrações da Flip. Visitei sessões de autógrafos e assisti algumas palestras.”, afirma Lauro.

Texto: Victória Gonçalves, Nathalya Moreira e Izabela Fonseca

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Cresce número de seguranças durante a Flip

A Flip não traz só turistas para Paraty. Fomos às ruas e percebemos que o número de seguranças aumentam muito. Fora os nossos policiais, que fazem a segurança da nossa cidade, temos vários outros contratados exclusivamente para a festa. Alguns daqui, e muitos também de fora.

A cidade já está lotadadíssima. Há pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo, então, realmente é necessário termos uma segurança reforçada.

Passando pela avenida principal, uma Guarda Municipal Genny Garcia foi muito simpática: “A cidade não está tão cheia, quanto no ano passado. O fluxo de pessoas parece ser menor, não estou tendo muito trabalho, mas estamos só no início do evento, não da para dizer como vai ficar os próximos dias”, disse ela.

Nas tendas, onde ocorrem as palestras, o número de seguranças é ainda maior. Depois de tanto pedir, Paulo Sérgio, de São Paulo, falou com a gente. O nome tem tudo a ver com ele, muito sério e de pouca conversa, mas é gente boa. Segundo ele, a segurança da Flip sempre foi muito reforçada. “Faço segurança na assistência técnica. É bem tranquilo. Aqui só entra pessoas credenciadas, e ninguém tenta ultrapassar os limites.”

Na ponte que dá acesso ao areal do pontal e Centro Histórico, o Policial Militar Diego comentou que o trabalho aumenta nesta época. “Cidade mais agitada e movimentada é trabalho em dobro. Mas por enquanto está suave. É uma festa literária, não tem muita zoeira.”

Parece que, na questão de segurança, podemos ficar tranquilos.

Texto: Dayane Andrade, 17 anos / Erica Dila, de 19

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‘Estou tentando me descobrir’, declara Paulo Scott

Paulo Scott e José Luiz Passos estiveram ontem na Tenda dos Autores, às 17h15. A mesa foi chamada “Formas da derrota”.

A conversa teve início com o mediador João Gabriel, que é jornalista e escritor. Ele nos apresentou os autores, que iniciaram uma leitura de suas obras.

José Luiz leu um trecho do seu livro “O sonâmbulo amador”. Já Scott, leu um trecho de “Ithaca Road”.

Tivemos a incrível oportunidade de conversar um pouco com os autores no camarim, após o encerramento da mesa.

José Luíz Passos se mostrou contente com a Flip: “Eu estou adorando. Tudo lindo! Estive aqui no ano passado e quando recebi o convite para estar aqui hoje fiquei muito contente, surpreso e honrado.”.
Quando perguntamos sobre seu poeta preferido, ele afirmou: “Sem dúvida é o João Cabral de Mello Neto.”. Contou ainda que o primeiro livro que leu foi Rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, homenageado da 10ª Flip.

Paulo Scott considera a Flip uma peça importantíssima para o salto de qualidade da literatura no Brasil. Contou que sua inspiração é a injustiça social. Quando perguntamos o que o levou a escrever, Scott declarou: “Eu tinha muita dificuldade na fala, gaguejava muito. Escrever foi uma maneira de me refugiar e aos poucos, com tratamentos, parei de gaguejar.”.

Paulo disse que seu primeiro contato com a literatura foi com a Turma da Mônica, mas o primeiro livro que leu foi um infanto juvenil chamado “Histórias de tia Anastácia”, de Monteiro Lobato.

Pedimos para que ele contasse alguma curiosidade sobre si, e a reposta foi, de fato, curiosa: “Sou casado e ajudo a minha esposa em casa. Lavar a louça é uma tarefa que me faz refletir sobre a vida. Adoro lavar a louça! Se você me convidar para jantar e tiver umas vinte pessoas na mesa, eu faço questão de lavar a louça. Me faz muito bem!”.

Finalizamos a entrevista perguntando a Scott quem ele é: “Eu não sei, estou tentando descobrir.”.

Texto: Aline de Oliveira, 14 anos / Arysa Sá, 16 anos

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Laerte atrai multidão

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Havia uma grande multidão na Casa Folha 1 para a palestra do cartunista Laerte Coutinho. Com grande esforço, conseguimos acompanhar o encontro. Laerte estava de vestido, de brinco e com maquiagem.

Na sua palestra, ele relatou que os jovens de hoje não encontram o cartum facilmente, como nos anos de 80 e 90. A tecnologia anda interferindo muito na vida atual das pessoas, em especial dos jovens e adolescentes.

Ele fez um protesto contra a violência gay e citou projeto de lei da “cura-gay”.
Hoje em dia ainda existe muita descriminação mas bem menos que antigamente. No meio de sua palestra, um homem perguntou se a tecnologia ajuda mais do que a moda antiga, do lápis e borracha? Para ele, a tecnologia o ajuda, no entanto ele ainda prefere a moda antiga do lápis e borracha, porque consegue descobrir cores diferentes.

Uma da suas obras prediletas era a Lola, um quadrinho infantil que ele ama muito. Mas também gosta de escrever história sem noção.

Por outro lado, uma personagem que ele “adotou” também foi a Suriá. “Não gosto muito porque foi um quadrinho meio que encomendado.” Ele relatou que não gosta de quadrinhos assim presos, gosta de coisas livres, como seus próprios cartuns.

Detalhe: Laerte não gosta de comprar sapatos e raramente compra. A menos que os sapatos o agradem de dentro para fora.

Texto: Suleni Freire de Souza, 13 anos, e Emilly Generoso Mariano, de 15

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