De olho no ENEM

De segunda a sexta-feira você tem um compromisso com o seu futuro, na Biblioteca Casa Azul: preparar-se para as provas do Enem.quadro de aulas do ENEM 1 (2014) (alterado e corrigido)

Confira a programação das aulas e seja assíduo. Quem sai ganhando é você!

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Comerciantes comemoram bom movimento

Fora a Flip, a cidade oferece um conjunto comercial magnífico, como as pousadas, os restaurantes com comidas típicas da região, lojas artesanais maravilhosas e nossa livraria de Paraty. Imaginem como seria a Flip sem esse comércio?

Conversamos com a incrível Dona Regina, de 70, da Pousada Flor do Mar. Uma pousada voltada para a Praia com apenas oito quartos com suítes. Ela disse que o movimento foi melhor que o ano passado, a ponto de indicar outras pousadas e casa de amigos a turistas que não tinham onde ficar. “O público é bom, porque são intelectuais e alguns famosos”, disse. Além de contar com hospedes antigos que frequentam o evento desde a primeiro edição.

Gis, 51, do belíssimo Atelier armazém Santo Antonio, vende decorações lindas. “Teve um público variado com mais jovens em relação ao ano passado”, disse. Ela percebeu que, apesar de ter havido mais movimentos, as vendas foram menores do que no ano passado – mesmo abrindo das 10h às 23h.

Luana Reis, de 16, filha da dona da livraria de Paraty, contou que o movimento deste ano foi bem melhor que o ano passado, com um público mais adulto. Ela não mudou o horário de funcionamento para o evento, mantendo a abertura às 9h e fechando às 22h.

Na saborosa Sorveteria Miracolo, que tem o melhor cardápio de massa da cidade, conversamos com seu Roberto, de 57. “O movimento foi mais agitado este ano”, diz ele, que ressalta o público “diversificado e intelectual”.

Pedro Alegria, de 16 anos

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Paratiense de 23 anos lança livro na Flip

Thiago Pires é um jovem paratiense de 23 anos que lançou seu primeiro livro, Estranho Universo, na sexta-feira na Flip. O lançamento contou com a presença da mídia, amigos, familiares e alguns admiradores do seu trabalho. Em conversa com a Central FlipZona, o jovem escritor nos falou sobre a relação do livro com a cidade entre outras de suas preferências. “Sou um caiçara.”

Quais foram suas inspirações ao escrever o livro?

A maior inspiração do livro é Paraty. Por que de tudo um pouco rodeia essa cidade, e me rodeia internamente.

Quando tempo levou até finalizar?

Olha, tenho coisas de 2010, 2011, 2012 e 2013, eu fui juntando algumas e quando vou escrever, eu não sei escrever pausadamente, eu vou e escrevo de uma vez só, o negócio deságua. Então, é desse jeito que eu faço. Faço algumas correções, dou uma lapidada, mas de certo modo não mudo quase nada.

Você disse que se inspira muito em Paraty! Então, qual a relação entre o livro e a cidade?

Ah, eu sou nascido e criado aqui, sou caiçara e marinheiro, é uma relação quase espiritual.

O que é o Estranho Universo?

O Estranho Universo é essa busca que é o universo interior, que eu vou desbravando e é o meu desver do mundo, que eu faço de maneira construtiva, mas de forma que eu tento ver de um modo desconstrutivo, para construir esse estranho universo que ao mesmo tempo me desconhece mas eu tento conhecer.’’

Pretende lançar outros livros?

Seja o que vier, parar de escrever eu nunca parei. Tanto que quando eu finalizei o livro, durante cinco meses, eu fiquei esse tempo todo sem escrever nada, de um mês para cá eu escrevi três poesias, e já troquei com as que eram do livro, não quis escrever outras, não, iria trocar tudo. Mas agora vou voltar a escrever de novo.

Qual o seu autor preferido?

Clarice Lispector.

Qual sua poesia preferida do seu livro?

É difícil, pois eu gosto de todas, principalmente estrada real, que é como uma prosa, gosto do Autodidata.’

Lorraine Viana, 17
Catarina Costa, 19

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Tudo que é bom acaba…

Como tudo que é bom acaba um dia, com muita tristeza chegamos ao final da Flip. Nessa despedida carregamos uma bagagem cheia de conhecimento e experiências vividas. “Eu estou felicíssima por mais um ano, todo ano que passa a galera da FlipZona surpreende, minhas experiências aqui foram incríveis”, afirmou Pámela a recepcionista da central FlipZona.

Nesses 5 dias de festa, muitas pessoas aprenderam que a literatura é tão importante quanto qualquer coisa, e tanto os locais como os visitantes levarão essa lembrança consigo.O fechamento dessa programação surpreendente arranca suspiros de tristeza de todos. “Estou muito triste com o final da Flip, pois não consegui aproveitar quase nada”, comentou o estudante de 12 anos Adhan Carvalho.

Mesmo sendo o último dia os artistas de rua e vendedores ainda aproveitam a chance chamar atenção das pessoas e afirmam que a festa é uma das que mais gera lucro para eles.
De acordo com a engenheira agropecuária Liliane Santos ,39, a Flip deveria ter um sistema de divulgação muito melhor. “Acho eventos como esse maravilhosos, mas divulgação deveria ser um pouco melhor”, diz. “Acho que para terminar com chave de ouro só faltou um show de encerramento”, disse Carlos Oliveira, estudante, de 13.

Como não podemos alterar essa situação temos que aproveitar ao Maximo essas horas finais de Flip que nos restam, agora é o momento de ler embaixo de um pé-de-arvore pela última vez e tirar uma foto final agarrado a uma das letras gigantes espalhadas pela praça.
Sei que é triste terminar mas pense pelo lado positivo,isso não é um adeus e sim um até o ano que vem.

Nathalia Nascimento, de 13 anos

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Um até logo

A Flip 2014 acaba agora e, com ela, nossa redação da Central FlipZona também começa a diminuir o ritmo :(

Foram sete dias de produção intensa na Central FlipZona! Desde segunda-feira, dia 28, nossos jovens repórteres, todos aqui de Paraty, percorreram toda a cidade atrás das notícias, histórias e também para acompanhar as mesas e eventos da Flip. Se você esteve em Paraty, certamente viu as camisetas vermelhas de nossos repórteres por aqui.

Foram mais de 70 posts, que provocaram uma audiência acumulada de 2,5 mil visualizações. Pelo terceiro ano consecutivo, a Central teve a parceria do Estadão e o repórter Paulo Saldaña, do caderno Metrópole, acompanhou os participantes da pauta à edição dos textos.

A FlipZona contou ainda com a monitoria da professora Thalita Aguiar, do escritor Leandro Leite Leocadio e também com a coordenação da Aline Resende.

Mas não fique triste, porque o blog continua. Confira os próximos posts ;)

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LEIAM!!!

Aghatta Viana Albino Mello, estudante na Escola Municipal da Mangueira,10 anos,tem aberto em sua casa uma biblioteca feita por ela mesma, inaugurada em 2012, mas com o passar do tempo a abertura constante da biblioteca foi diminuindo e por falta de espaço acabou sendo aberta raramente,conta Aghata.

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A estudante abriu especialmente sua biblioteca para uma entrevista com a Rede Globo que acabou não comparecendo. Mas ainda assim a montagem feita por Aghatta continua aberta para que seus amigos também tenham contato e incentivo dado por ela com a leitura.

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Aghatta Viana nos conta que sua idéia inicial para a biblioteca era ajudar os pais que por causa do seu trabalho não podiam ficar com os filhos e para que não ficassem na rua podiam estar em sua casa seguros e em contato com livros. Ela nos fala que em um dia houve três tiroteios e em sua biblioteca estava com várias crianças, “imagina se estivessem na rua”, diz Aghatta.

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A nossa jovem entrevistada tem como exemplo sua professora que a ajudou a divulgar sua biblioteca e a incentivou na leitura. Aghatta tem como seu livro favorito “Quero meu penico”,e guarda  junto com seu acervo um livro autografado por Luis Dill e uma coleção de livros bem antigos doados pelo um amigo de seu pai.

“Leiam!” é a mensagem que Aghatta Viana Albino Mello deixa para todos.

Daniela Marsico,13 anos

Fotos de Braz Nicolas,14 anos

 

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Diário de campo: um encontro com Davi Kopenawa

DSCF1127“Desde o descobrimento da América em 1492, pôs-se uma máquina de destruição dos índios ” (CLASTRES, Pierre)

Em seu livro “DO ETNOCÍDIO”, Pierre Clastres, importante antropólogo francês , diz que em suma o genocídio assassina os povos em seu corpo, e o etnocídio os mata em seu espírito. Em ambas as barbáries, podemos visualizar uma dimensão do “o outro”. O outro sempre é diferente, sempre é nocivo. Enquanto para o genocida há uma vontade de exterminar uma minoria racial, o etnocída anseia pela destruição sistemática dos modos de vida e pensamento de povos diferentes daqueles que empreendem essa destruição. Sim, como você pode estar imaginando, os povos indígenas são alvos desses dois grupos, só que conhecemos melhor como garimpeiros, mineradores, políticos, madeireiros. Todos com o mesmo objetivo impulsionado pelo lema da bandeira” ordem e progresso” no qual “o amor” é literalmente excluído da tríplice positivista. E essa é a luta de um grande homem de cerca de 1,60, Davi Kopenawa Yanomami, o qual tive oportunidade de conhecer e acompanhar durante a FLIP.

DSC09500Manhã de quinta feira da FLIP, centro histórico ainda acordando, me dirigi até a “pousada do ouro” nervosa, sem saber que tipo de pergunta faria, mas como fazer perguntas para uma pessoa que só o seu silêncio é pura sabedoria, além de estar preocupada com a filmadora que dera problema. Não é qualquer dia que se conhece Davi Kopenawa.

Fui em um carro acompanhada de dois integrantes do ISA, Marcos e Gabi, ( instituto socioamiental) ambos na parte da frente do carro, e eu atrás sentada ao lado de Davi Kopenawa, em direção a um encontro do mesmo com representantes de comunidades tradicionais de Paraty, os caiçaras, quilombolas e indígenas, em uma aldeia em Paraty-mirim. Durante a viagem, Davi elogiava o verde de Paraty, falava o tipo de animal que teria pela aquela floresta cortada por uma fina estrada de terra que termina em praia. “Tem onça sim”, ” e tem muito alimento pra onça” e imaginava se havia peixe no encachoeirado que acompanha a floresta. Marcos explicava para ele quem eram os caiçaras, e que ali era a mata atlântica, diferente da amazônica.

DSC09534Chegando lá, foi feita uma roda de apresentação, havia representantes dos guarani da região sul-sudeste, um professor indígena, moradores do Quilombo do campinho, membros do Fórum de Comunidades Tradicionais, caiçaras etc. Entramos para a escola indígena, enquanto membros de campanhas evangelizadores se aproximavam para visitar algumas casas, os mesmos que com a sua atitude etnocída trouxeram diversas doenças que exterminaram grande parte da população Yanomami.

Lá se iniciou o debate com o tema educação, primeiro os guaranis de Paraty mirim deram inicio, expondo a diferença no conceito de educação imposto dos brancos e a educação indígena. A própria língua é agente educacional paras os indígenas, por meio das histórias e ensinamentos dos mais velhos. Diferente do modelo imposto e opressor dos brancos. Posteriormente uma representante dos quilombolas, Laura, discutiu a importância da militância, algumas pessoas falaram, mas era nítida a vontade de todos de escutar Davi Kopenawa .

A sabedoria de Kopenawa, nome escolhido pelo mesmo que significa vespa (animal que ataca quando mexem com a sua casa), lhe é tão natural, que parece apenas rolar por sua boca a fora. E logo no começo diz: ” Somos diferentes, ninguém (aqui) vem de Portugal não, (foram) os portugueses que vieram aqui, vieram para invadir a nossa terra, ele não trouxe boas coisas não pra nós, foi pra invadir, destruir.”

E inicia um forte discurso em condenação as diversas ações do governo federal em diversos governos. ” Um governo não indígena, apoiar os índios , eu nunca vi. Só manipulando. ” ” A escola não é nossa, isso ai é para os políticos. Os políticos que entram na terra indígena ficam falando, conversando, pedindo foto, falando bonitinho, pra poder pegar as nossas fotos. Para eleger ele. É costume do branco assim” “Eu aprendi assim, aprendi apanhando. “

” Os brancos entraram para ensinar a falar o português, para destruir a nossa língua”. Kopenawa aprendeu o português lendo a bíblia, no qual além de tentar destruir a sua cultura, lhe empurram um nome bíblico. Defende também que os mais novos aprendam o português para se defender, para lutar pelo seus direitos. “Não é pra aprender a falar, essas coisas, pra trabalhar pra brancos não, aprender a defender os nossos direitos. Defender a própria língua e cultura”.

“Nós indígenas fala, mas eles não escutam não. Porque nós somos outro povo. Ele nunca falou pra nós. Eles só querem acabar com a gente”, continua ele, referindo-se ao governo federal.

Nessa imensidão de falas, que eu não consigo transpô-las para um discurso indireto, pois elas por si só lidas falam, a que mais me chamou atenção foi a frase : ” A tecnologia é uma doença”. E desde então ela tem ecoado na minha cabeça. Concisa, clara e sábia. Essas 5 palavras: 1 artigo definido, 2 substantivos, 1 verbo e 1 artigo indefinido, evocam um debate que poderia durar até o fim dos tempos.

DSCF1133Davi também nos contou sobre as ameaças de morte, após uma pergunta feita por uma integrante da roda, e eu relembrava dos diversos “pseudo- intelectuais” que vêem a FLIP,e que se negam a pelo menos sorrir quando tentamos agendar algumas entrevistas. E eu estava sentada ali de frente a um homem que é constantemente ameaçado de morte, estudado por diversos antropólogxs de vários países, ganhador dos prêmios, e lá estava ele simpático e sorridente. Entre os prêmios que ganhou estão o Chico Mendes, Global 500 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e, recentemente, a Ordem de Rio Branco ao grau de Cavaleiro.

Mozaniel convidado de Kopenawa para vir a FLIP trabalha com audiovisual em defesa do seu povo, além de ter escrito um livro todo em yanomami para a educação infantil, também deu a sua palavra e reforçou também o que todos representantes de seu povo tinham falado, “não tem apoio”.

Encerrando a conversa em horário de almoço, todos foram convidados a almoçar no quilombo do campinho.

No dia seguinte, Davi fazia a sua segunda participação em Paraty, só que agora na FLIP, convidado da mesa 07 “Antes que o céu desabe” junto com a fotógrafa suíça, naturalizada brasileira Claudia Andujar e mediação de Eliane Brum. Era visível na plateia rostos indígenas, lembro como em um fotografia de uma índia carregando o seu bebê na frente do palco, sorrindo enquanto passava a mãos nos cabelos do bebê acalmando o seu choro . E então a mesa se inicia.

A mesa manteve-se em um tom mais neutro, não tão político quanto no encontro anterior, tendendo mais para o tema do xamanismo. E com o principal tema: a queda do céu. Que faz parte de uma obra comum a ambos. Davi com o seu livro de 800 páginas lançado primeiramente na França em parceria com um antropólogo Bruce Albert não traduzido para o português ainda. E Claudia com toda a sua doçura em seu trabalho fotográfico de derreter os olhos com tamanha beleza e força.

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A queda do céu, como ambos contaram, representa o fim dos tempos. O céu na língua Yanomami é aquilo que está acima de nós. O céu já caiu uma vez, extinguindo totalmente todos os seres vivos. Caso os seres humanos continuem a não respeitar a natureza o céu irá cair novamente. E vai matar a todos.

Claudia em um depoimento emocionante nos conta o porquê da escolha de conviver com os yanomami. Segunda ela, depois de ter perdido seus entes queridos no holocausto, e ter se mudado diversas vezes, o único lugar em que se encontrou e que sentiu que estava em casa foi junto com Yanomamis, pois eles não dominam, eles se tratam todos como iguais.

Assim encerro o meu quase diário de campo, com muitas questões ainda para serem pensadas, com muitas perguntas que tenho feita para mim mesma, impulsionadas por essa figura emblemática. E acrescento que a nós, enquanto enaltecedores do opressor, tentando de forma desesperada alcançar o tão esperado “progresso”, sacrificamos a nossa cultura. Nós, prole dos etnocídas e genocidas de todo dia, enquanto aplaudimos de pé a nossa ignorância, nunca saberemos o que é sabedoria.

Meu nome é Gabriela Marsico, tenho 18 anos, curso o segundo período de antropologia e nunca estudei sobre a América Latina, e muito menos sobre cultura afro-brasileira e indígena.

Fotografias: Gabriela Marsico e Rafaela Marsico

Agradecimentos: Marcos e Gabi

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Restaurantes mais procurados durante a FLIP

Abordamos algumas pessoas para sabermos qual é o restaurante mais procurado de Paraty fizemos a enquete com alguns dos restaurantes:

 

Casa do fogo

Bartholomeu

Margarida Café

Galeria do Engenho

Miracolo

Sabor da Terra

Thai Brasil

Punto Divino

O Restaurante mais procurado da flip foi a Miracolo que não é só um restaurante como também é uma sorveteria e em segundo lugar ficou a Margarida café.

 

Alguns comentários sobre a Miracolo:

Cozinha italiana de primeira!”

 

Já fui duas vezes à Paraty, a segunda voltei, dentre outros motivos, pra novamente poder desfrutar do sorvete de Ferrero Rocher que só a Miracolo tem no mundo.
Além disso ainda tive a grata surpresa no cardápio de pedir um Nhoque de Baroa com molho Putanesca que mais sensacional ainda estou pra ver!
Vale a pena tanto pro almoço quanto para o jantar.
Os preços são ótimos e os pratos muito bem servidos!

Reyes Peixoto

 “Excelente almoço!”

Retornei ao Miracolo pelo que conheço dos sorvetes maravilhosos. Mas dessa vez queria provar o almoço. Não nos arrependemos! A massa foi divina. Pedido simples e certeiro. Com uma vista linda da praça a partir da sacada do 2º andar. Parecia um camarote durante a Flip. Ainda ganhamos o sorvete na promoção do dia! Mais uma vez, agradeço à equipe com atendimento e sabor nota 10!

Lucilena Santos

Comentários do Margarida Café:

“Um lindo casarão logo na entrada do centro histórico”

Fica na entrada do Centro Histórico, em frente à praça do Chafariz. Tem ambiente sofisticado, com sofás no centro do amplo salão à meia-luz, decorado com antiguidades. A comida é boa, mas o forte mesmo é o ambiente.

Murilo Carlos

 

“Comida boa e diferente do comum”

Os pratos são criativos e muito gostosos. O preço um pouco salgado. Achei o restaurante muito escuro para o clima praiano de Parati. O garçom estava, aparentemente, de mau humor. Mas acabou se superando e nos serviu bem.

Denise Romanelli

Por Carlos Eduardo Oliveira da Silva 13 anos

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#SelFlip

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Não perca o Cinezona!!!!!!

Você tem um encontro marcado com a FlipZona nesta tarde. Pontualmente às 15h45, a Casa da Cultura apresenta toda a produção realizada pelos jovens de Paraty ao longo do ano e também durante a Flip.

15h45 | CineZona

Produção audiovisual
da Central FlipZona

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Última chamada: oficina de tiras e charge na Casa da Cultura começa agora!

Começa agora, às 14 horas, a última oficina de tiras e charges da casa da Cultura na Flip 2014. É aberta para o público, de qualquer idade.

Quem comanda as atividades é o quadrinista Luis Augusto de Souza. A oficina acaba só às 17h. Não perca!

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Festa Literária Internacional da Pegação (Flip)

A Flip está pegando fogo e, mesmo o foco sendo a literatura, a pegação está pelas ruas. Com a cidade lotada de gente jovem, bonita, interessante e louca para curtir a vida, muitos tem se dado bem.

A estudante paratiense Vitoria conta que já ficou com três meninos. E isso no mesmo dia. O primeiro a beijou para provar a seus amigos que não era gay. “O segundo me pegou de surpresa”, diz ela, às gargalhadas. Já o terceiro, foi ela que provocou. Vitoria garantiu: todos os meninos beijavam muito bem.

A Praça da Matriz foi o local preferido para quem buscava sua alma gêmea – mesmo que esse encontro durasse só alguns minutos. Quando escurecia, era o momento da caça. Por questões de segurança, os sobrenomes não serão revelados.

Ainda zerado na balada, João confia que vai catar alguém nessa Flip. Já o Guilherme desencanou de procurar seu par, apesar de ter visto muitas meninas bonitas e com corpo sedutor pelas ruas. A Amanda, amiga dos dois garotos, revelou que a Flip foi a oportunidade para que ela ficasse com um “amigo” que estava de olho nela há algum tempo. Em uma das noites, saíram juntos pela cidade e ele teve a iniciativa de beijá-la.

Com a ajuda das amigas, a Mariana, que é de Lídice, contou que ficou um menino lindo. “Ele tinha olhos azuis e parecia um Deus grego”, disse ela, toda empolgada. “Pensei que fosse gringo, mas era daqui.” As amigas ficaram de vela, enquanto os dois se beijavam atrás da Igreja da Matriz. Segundo a menina, ele tinha uma boa pegada.

Felipe, que é do Paraná e veio a trabalho, aproveitou uma de suas folgas à noite para ir ao pagode – e se deu bem. Após uma troca de olhares com uma loira de São Paulo, rolou aquele xaveco. Foram para um lugar mais reservado e aproveitaram o resto da noite (de maneira impublicável). A ideia era trocar os número de telefone, para no futuro se encontrarem, mas os aparelhos dos dois não funcionavam. E a paquera não passou de uma noite.

A Flip está acabando, mas pelo visto, além de aproveitar toda a programação, parece que a galera se aproveitou bastante.

Catarina Costa, de 18 anos
Lorraine Viana, de 17 anos

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Autores viajam 2500 km para trazerem para a Flip sua literatura de cordel

Moradores de Esperança – PB, Querindina e Macambira, caracterizados de cangaceiros e casados a 27 anos, vem pela oitava vez divulgar suas obras na festa literária.

Querindina é professora de sociologia da rede pública e Macambira é escritor autônomo. Suas obras, impressas em folhetins, guardam versos compostos com grande criatividade e personalidade. Um em especial chamou atenção. Um dia antes de embarcarem para Paraty, os repentistas produziram de ultima hora 300 exemplares de folhetins homenageando os três escritores integrantes da Academia Brasileira de Letras, falecidos recentemente.

Querindina reclamou não ter visto em nenhum momento nada na Festa Literária homenageando os escritores que batizou de imortais, por isso fazia imensa questão de recitar a todos os momentos os versos sobre Suassuna, Ubaldo e Ivan Junqueira. Leia um trechinho:

“Foi em vinte e um dias

Que tudo aconteceu

Perdemos 3 imortais

Foi algo que estremeceu

Mais pobre que nossa cultura

Nosso Brasil mais plebeu”

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Perto deles, outro repentista também divulgava suas obras. Paulo Cavalcante realizou uma verdadeira aventura para chegar em Paraty. Saindo de Campina Grande-PB no dia 9 de julho, passou por 73 cidades divulgando seus três livros, um inclusive já na sexta edição.

Foram 2300 km de motocicleta passando em escolas e bibliotecas deixando exemplares de seus romances. Sua maior obra, Seca no Seridó, já é comparada à Vidas Secas em algumas universidades em Porto Alegre. Trecho do livro A Seca no Seridó:

“Muitas léguas caminhou estrada afora

 precisando encontrar ocupação

 de alpercata e na cabeça um matulão

 prosseguiu passos firmes sem demora

 se lembrando da família e de hora em hora

persistente só pensava no seu lar

 desejava mas não podia voltar

 pois a seca lhe expulsava sem piedade

 coração carregado de saudade.

Era um expatriado a caminhar…”

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  Marina Valécio, 18

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UM NÚMERO NA SOPA DE LETRINHAS

???????????????????????????????Dizem que matemática é o terror de todos os alunos. Muitos números, problemas, equações. E, em plena FLIP, no meio de tantas letras, eis que surgem os números.

O professor de matemática Marcio Barbosa, 49, decidiu ensinar matemática bem na boca do gol, digo, do evento literário. Sua iniciativa foi muito bem aceita pelos locais e visitantes.

Você consegue resolver de cabeça a raiz cúbica de 17.845? Pois é, o matemático ambulante abre sua central de informações móveis (tripé e quadro branco), e começa a dar dicas e truques, aparentemente mágicos, de como se fazer cálculos como esse!

Seus filhos, Marcio Jr., 11, e Marcos, 9,  acham a ideia do pai muito legal.

O professor não só ensina a matéria nas ruas do Rio de Janeiro e São Paulo, como também dá palestras e vende DVDs com suas aulas gravadas.

“A minha intenção é fazer com que as pessoas aprendam a gostar de matemática”, disse o professor.

Nathália Nascimento, 13 anos

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Dossiê da liberdade

A mesa ocorrida na manhã de ontem intitulada “Liberdade, liberdade” trouxe para debate questões de segurança pública, a questão midiática no mundo atual e as crises econômicas.

Mediada inesperadamente por Paulo Werneck (curador da FLIP), a mesa teve a presença de Charles Ferguson e Glenn Greewnwald. Charles tornou-se conhecido após ganhar o Oscar de melhor documentário com “Trabalho Interno”, onde mostrou detalhes da crise que atingiu inicialmente o setor imobiliário dos Estados Unidos.

Já Greenwald tornou-se uma personalidade importante quando ajudou a divulgar documentos obtidos por Edward Snowden, denunciando a espionagem americana à cidadãos, empresas e governos de todo o mundo.

Tanto em sua coletiva de imprensa, como na mesa que esteve presente, Glenn colocou em discussão a postura do jornalismo mundial na atualidade.

Glenn

“O jornalismo de verdade acontece quando não se tem medo de escrever algo contra um governo por medo, mas tem de ser um ato de rebeldia. Simplesmente contar fatos e não expor opinião é omissão, e tem por consequência nesse caso, acabar defendendo o governo estado unidense. Precisa-se ter ética e exercê-la”. 

 Comentou o motivo pelo qual ele e Snowden descartaram divulgar os documentos que denunciavam o monitoramento feito pela NSA em grandes veículos, como The New York Times e Washington Post, por essas grandes mídias terem ligação com o governo.

“Quando pessoas usam outros meios para denunciar inúmeros abusos, demonstra que as mídias estão corruptas e controladas”, constatou.

Sobre a vida de Snowden na Rússia, contou que esteve lá há seis semanas e que o ex analista de sistemas da NSA está livre. No país ele pode sair nas ruas, trabalhar (até criticando o próprio governo russo) e principalmente participar da discussão que ele mesmo promoveu sobre segurança pública.

Em um momento de descontração na mesa, Glenn mencionou sua recente participação em um debate com o ex-presidente da NSA no Canadá, durante o qual, foi transmitido um vídeo de Snowden onde o próprio questionava o ex-funcionário da agencia de monitoramento americana.

“Esse foi um dos momentos mais inusitados e realmente engraçados, porque o ex-presidente tinha que responder, e ele odiava Snowden’’”.

Sobre o esgotamento do tempo de asilo político que Edward possui, declarou que não vê possibilidade do governo Russo revogar o direito do colega permanecer no país. Criticou todos os países para os quais Snowden mandou pedido de asilo e se mantiveram relapsos, alegando que todos foram beneficiados com as informações divulgadas e o mínimo que os governos poderiam fazer, seria retribuir o pedido.

“Os governos que se mantiveram omissos simpatizaram com os Estados Unidos ou tinham medo de retaliações”.

Citou inclusive o exemplo do Brasil, que se pronunciou dizendo que não havia recebido pedido de asilo e depois se contradisse informando que não concederia qualquer proteção.

Quando indagado sobre sua posição diante do ato de Snowden, prontamente respondeu que foi um grande ato de bravura e que o analista fez tudo bem planejado e ciente das consequências que enfrentaria. Ele ainda optou por não divulgar tudo o que descobriu, mas sim o que era necessário para a sociedade entender de que estava sendo vítima.

“O governo americano tem medo de novos “Snowdens”, então o único jeito para tentarem controlar as pessoas é com intimidações e ameaças a vida delas”.

Charles, simpático e sorridente resumiu no início da mesa o que gostaria de expor para reflexão e admitiu amar desencavar fatos que não eram pra ser descobertos. Começou contando que em 2007 foi alertado por amigos ligados à economia que algo estava errado e que poderiam vir consequências muito ruins. Ele obviamente duvidou.

Charles

“Para mim estava tudo normal, a vida continuava a mesma, mas então 2008 chegou e vimos milhões de pessoas perdendo suas casas, bancos fechando e eu não entendia o porquê isso estava acontecendo”.

Isso o motivou a fazer um filme falando sobre detalhes que envolveram a crise, mas que nunca foram debatidos, como os motivos reais do colapso e quem seriam os responsáveis.Fez um paralelo entre a crise leve que ocorreu no país nos anos 80, na qual todos os responsáveis foram duramente punidos e a mais recente, na qual nenhuma prisão ou processo foi aberto contra os autores, os donos dos grandes bancos, da quebra do país. Mas por que ninguém foi punido?

O documentarista disse haver dois possíveis motivos. O primeiro seria que a população americana se tornou cética por não acreditar que tem força para mudar ou cobrar qualquer providencia do governo. Já o segundo, de caráter mais concreto é sobre a ineficiência do sistema judiciário e prisional do país que detém 25% da população carcerária mundial.

“O País que mais pune, prende pessoas por coisas até triviais, por que então não prenderam as pessoas responsáveis pelo desastre econômico que o atingiu?”

Sem tempo para se estender e com a mediação que deixou a desejar, a mesa se encerrou com aplausos entusiasmados da plateia e um grande pedido de Charles, que agora trabalha em um novo documentário: não deixem que outras nações usufruam e estraguem seu maravilhoso país.

Marina Luiza De Valécio, 18

Fotos de Matheus Costta, 18

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Mesa Zé Kléber: ‘Lamentavelmente a violência é vista de forma natural’

No Brasil, morrem 50 mil pessoas por ano, em sua maioria homens negros e moradores da favela. Segundo a antropóloga Paula Miraglia, o Brasil investe mais na segurança privada, enquanto a segurança deveria ser pública. O tema foi falado na mesa Zé Kléber.

Segundo o geógrafo Jailson de Souza e Silva, a favela não pode ser vista como a habitação do caos e sim como um potencial de sociedade de valor. Cada um é responsável pelos seus atos, dessa forma, devemos evitar culpar o outro. “Lamentavelmente a violência é vista de forma natural. O planejamento evitaria a pratica natural do crime”, defendeu Jailson.

Rene Uren contou sua experiência na África do Sul, onde infelizmente a vida quase não tem valor. No conjunto onde deveriam morar 3 mil, pessoas moram 30 mil. As condições são precárias e o descaso público é muito grande. “Quanto maior o número de pessoas maior a possibilidade de confronto e morte”, disse ele. “Morre-se por qualquer motivo: até por um banheiro sujo”.

A própria população tem uma visão errada sobre segurança comunitária, quando são questionados apenas dizem: “mais policias”. Deveria se incomodar mais em evitar a violência, não achar que tudo é normal.

Anne Carolyne, de 15 anos

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O sarau das crianças na Praça da Matriz

O espetáculo aconteceu na tarde de sábado, dia 2, na tenda da Flipinha. Quem organizou a apresentação foi a Escola Municipal Cirandas, instituição nova aqui de Paraty. Ela tem como parceria a Escola Municipal da Aldeia de Araponga.

Após o espetáculo, a diretora da escola cirandas, Mariana Efaria, falou com a FlipZona. “A escola tem como intenção ter uma diversidade prática, por isso trabalhamos em conjunto com a escola de Araponga. Também temos um trabalho ao longo do ano que ensina as crianças da nossa escola a falar guarani” disse ela.

Nathalia Nascimento, de 13 anos

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Artistas que brilham na Flip

Eles fazem a cultura do cangaço em Paraty: Macambira, o cangaceiro, diz que seu trabalho não chega a valer tanto a pena financeiramente, mas rende na divulgação da cultura do cordel! Sua mulher, Queridinha, é socióloga, psicóloga e professora.

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Eles contam que procuram escrever mensagens de paz, no intuito de trazer conhecimento para as pessoas. E que procuram fazer as pessoas refletirem por meio de suas mensagens. “Procuramos fazer as pessoas mudarem para melhor, não para pior!”

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Gregório & Luis, os caras do fantoches, contam que ouviram muita gente elogiar a Flip deste ano. “Dá bastante lucro viver assim, as pessoas adoram nosso trabalho”. Eles vivem encantando as pessoas com o seu teatro os Fantocheiros e estão sempre de bom humor.

Nelio Fernando, o declamador de poemas, é super simpático. Encanta as pessoas com o seu carisma e com seus maravilhosos poemas. Ele mora na Cidade de Deus, no Rio, e é esta encantado com a Flip. Pretende vir muitas vezes. “Dançar faz a diferença!”, afirma ele. “É impressionante como ele dança bem, estou surpresa até agora”, diz Marcia Souza, estudante 16 anos. Jacaré, como é també é chamado, surpreende a todos com o seu alto astral e a gentileza!

Carlos Eduardo Oliveira da Silva, de 13 anos
Adhan Felipe Carvalho, de 12 anos

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‘O objetivo é que todos saibam criar suas próprias histórias’, diz idealizadora da Casa do Autor Roteirista

A escritora e roteirista Thelma Guedes é uma das idealizadoras da Casa do Autor Roteirista da Off Flip em Paraty. Ao lado de Newton Cannito, criaram o projeto que chegou em 2014 à sua segunda edição. Mestre em literatura, é autora dos livros de contos Cidadela Ardente e O Outro Escritor, e o de poemas Atrás do Osso. Escreveu novelas de sucesso como Cama de Gato, Cordel Encantando e Joia Rara. Ela falou com nossa equipe:

“Eu e o Newton Cannito criamos essa Casa pra abrigar os nossos amigos, trazer as pessoas pra discutirem o fazer arte e o audiovisual, porque nós acreditamos que o audiovisual, a televisão e o cinema, são apenas meios da gente vincular a arte, este é o nosso desejo. Nós já estamos na segunda edição da Casa neste ano 2014, e está sendo muito gratificante a nossa parceria com a ‘Aventura Entretenimento’, produtora de grandes musicais.”

A Casa do Autor Roteirista tem parceria com a Rede Globo e nasceu com o objetivo de divulgar a rica herança artística da teledramaturgia brasileira, e também propor uma reflexão sobre os desafios propostos pela narrativa transmídia. Celulares, tablets, redes sociais (sem falar nos óculos e relógios), as plataformas de manifestação cultural do século XXI pensam, falam e dizem muitas coisas ao mesmo tempo.

“O norte porém, continua o mesmo, pois é a criação literária que faz a diferença em todas as mídias. Seja novela, filme ou vídeo do YouTube, a força criativa dos autores precede e vai além das singularidades de cada veículo. A casa do autor roteirista é, antes de tudo, uma casa.

Em todas as culturas a casa é um lugar sagrado, o espaço do aconchego, da paz e do amor. É um lugar consagrado pela criatividade, onde podem nascer sonhos, onde o futuro pode ser gerado com segurança. Em 2013 a equipe, os convidados e o público, presentes na primeira edição da Casa do Autor Roteirista, conseguiram construir um espaço assim. Um lugar além dos jogos sociais, onde a inventividade pode surgir sem medo.”

Thelma ainda salientou que este ano a Casa investiu muito na qualidade da formação. Com oficinas de criação para todas as mídias, oficinas de roteiro, oficinas onde perceberam que a vida é fabulosa. “O principal objetivo é que todos saibam criar suas próprias histórias. Através das mesas de debates e saraus, cria-se um espaço onde todos podem apresentar seus trabalhos.”

O local é também reservado à arte televisiva, a mais pop de todas as artes e também a mais poderosa. Com tanto poder, a televisão está sempre na berlinda. Flashes, grana e poder colocam em risco seus criadores que, se não tomarem cuidado, viram reféns do próprio ego.

A Casa também vibra para reconectar os artistas televisivos com sua essência criativa, com seus sonhos de expressão. O norte, no entanto, é sempre o mesmo: a criação literária enquanto linguagem em seu mais amplo sentido. Seja novela, filme ou vídeos para web, a força criativa dos autores precede e vai além das singularidades de cada veículo. “Vamos na velocidade desta fecunda mistura de gosto popular e inovação literária que caracteriza a nossa teledramaturgia. Que a literatura nos resgate! E que possa fluir livremente, sem “xeque-mate”. Deixemos que ela pense e diga o que tiver de ser dito. De todas as maneiras”.

Thalía Oliveira, de 17 anos

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Zeca Camargo fala na FlipZona

A mesa “Leitura dramatizada da obra de Millôr”, na FlipZona, começou com uma encenação em formato teatral de uma das obras do autor homenageado realizada com os alunos das aulas de teatro da Casa Azul. A peça falava sobre as questões de mudança de geração, pessoas com ideias à moda antiga, opiniões mais reservadas com relação ao casamento, homossexualidade e relacionamentos conjugais. Foi uma peça muito bonita e divertida. Os atores incorporaram seus personagem muito bem.

zeca

Após a peça, houve uma leitura de livros com o jornalista Zeca Camargo. Zeca entrou no palco super descontraído, com roupas mais informais. Após sua apresentação, contou o quanto estava feliz por participar da FlipZona. Explicou que estava ali por causa do projeto da Globo chamado “Quem lê viaja” e explicou que o nome veio da ideia de que, quando se lê um livro, você viaja para qualquer lugar e para qualquer época.

Ele contou sobre o livro de Mohsin Hamd, um escritor que ele gosta. Camargo contou ainda sobre sua paixão por livros e deu como exemplo a famosa escritora Aghata Christie, por quem ele é extremamente apaixonado.

O jornalista já trabalhou, na MTV, editora Abril, Folha de S. Paulo, onde ele ainda tem uma coluna, TV cultura entre outros. “se você cria uma imaginação do livro, então é impossível uma adaptação satisfazer um apaixonado”diz Zeca Camargo, após responder uma pergunta de Camila, que veio de Santa Maria para a Flip. Ela quis saber o que ele achava a respeito das adaptações de livros para filmes.
Aline de Oliveira, de 15 anos
Daniela Marsico, de 13 anos

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