Livros que dão no pé!

Começa nesta quarta-feira, dia 30, oficialmente as programações e atrações da Flip, FlipZona e Flipinha. Uma dessas atrações é o Pé de Livro da Flipinha, em que mediadores de leituras forram tapetes no chão com almofadas e penduram livros nas árvores, fazendo essa brincadeira com as palavras “Pé de Livro”. Cada árvore fica responsável por uma editora.

Confira como está lindo o projeto!

DSC00935

DSC00934

DSC00933

Você não pode deixar de ver!

Aline de Oliveira, de 16 anos

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Subiu à cabeça!

Dando continuidade à nossa serie de matérias “Detalhes e Estilos”, hoje mostraremos as diferentes cores e modelos de cabelos que encontramos nas ruas do Centro Histórico. Veja a seguir o que está na cabeça da galera:

unnamed (3)

Alah Mohana Huarte, 14 anos, estudante brasileira

740Marina dos Santos Conceição, 14 anos, estudante brasileira

741Alicia Sanchez,65 anos, telefonista aposentada espanhola

742Henrique Milen, 37 anos, jornalista brasileiro

743Aleisa Mayar, 21 anos, estudante espanhola

745Madalena Coronado, 29 anos, argentina

747José Flores, 26 anos, publicitário, brasileiro

748Théo, 17 anos, estudante, francês

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Os símbolos maçônicos nas esquinas de Paraty

Quando se passeia em Paraty, alguns detalhes podem passar despercebidos. A arquitetura colonial dos casarões históricos guardam além de histórias, segredos. Na fachada de alguns casarões, temos desenhos que seriam símbolos ligados a ordem maçom. Na entrada da cidade, também há um símbolo maçônico. A Central FlipZona resolveu investigar melhor a existência da maçonaria em Paraty.

DSC09097

Em conversa com o historiador Pedro Franke, pudemos tirar a limpo algumas dúvidas sobre a tradição maçônica que teria vindo de Portugal em meados de 1780. Contemporânea à inconfidência mineira, a ordem maçom se consolidou primeiramente no Rio de Janeiro onde a primeira loja no Brasil foi fundada, depois se espalhado para o resto do país. Não se sabe ao certo se a manifestação maçom em Paraty teria sido antes ou depois da consolidação da mesma na ex-capital do Império.

Mas o que a inconfidência mineira, a maçonaria e Paraty têm em comum? A historia de um paratiense nos explica. Salvador da Cunha Amaral Gurgel foi estudar no Rio, onde teve contato com Tiradentes – que supostamente era maçom – e essa simples relação foi o suficiente para ser condenado e exilado em Moçambique pelo resto da vida.

unnamed (2)

Além dos desenhos maçons nas fachadas dos casarões, temos cunhais de pedra nas esquinas em forma de triângulo, importante símbolo na maçonaria. Não se sabe se esses cunhais triangulares teriam sido para determinar as ruas ou realmente alusões à maçonaria. Pedro, que trabalha no museu do Forte Defensor de Paraty, finalizou dizendo que sabe-se muito pouco por nunca ter havido uma pesquisa detalhada sobre o assunto, apesar de ditos populares muitas vezes nos dizer mais do que constatações acadêmicas.
A comunidade maçônica está presente até hoje em Paraty.

Texto: Marina Valecio, de 18 anos
Fotos: Matheus Costa, de 18 anos

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Centro Turístico carece de informações das mesas da Flip

Faltando apenas um dia para a abertura oficial da Flip, muitos turistas já chegaram na cidade. Demos um “pulo” em alguns lugares para saber sobre como está sendo divulgada a programação completa da Flip.

No centro turístico, que se localiza na rua do Comércio do centro histórico, em frente a igreja do Rosário, procuramos por panfletos que nos informassem sobre a programação do evento. Como não encontramos, saímos em busca do porquê.

turistica

Com muita simpatia, Marília, 52, nos deu seu depoimento: “Não recebemos nenhum tipo de cartaz ou panfleto. Nem responsáveis pelo evento nem a Secretaria de Turismo ainda nos mandaram nada. Temos aqui apenas uma folha com algumas informações, que, ainda assim, fomos nós mesmos que imprimimos do site e colocamos aqui no balcão.” Nos disse também que muitos turistas chegam pedindo informações: “Muitas vezes, não podemos ajudá-los, infelizmente!”

Percebemos que isso não estava só acontecendo no centro de informações, mas em pousadas também. Fomos até a pousada Aconchego, onde as palavras foram quase as mesmas. “Aqui também não recebemos nenhum tipo de cartaz ou folha que tivesse a programação. Imprimimos do site, para que nossos hóspedes pudessem ficar ligados, e que não pensassem que foi falta de interesse nosso”, contou Katia, que, muito ocupada, ainda encontrou alguns minutos para conversar com a gente.

Ficamos preocupados com aquela situação. Todo ano, tudo foi muito bem divulgado. E este ano? Será que foi apenas um atraso ou falta de organização? Parte da divulgação seria de responsabilidade e interesse da própria Prefeitura?

De qualquer modo, você pode conferir aqui a programação completa da Flip, Flipinha e FlipZona.

Dayane Andrade, de 18 anos
Luis Otavio, de 15 anos
Erica Mariano, de 20 anos

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

São poucas, mas ainda há vagas nas pousadas de Paraty

A Flip é conhecida por ser um evento literário internacional, fato que atrai muitos turistas anualmente à Paraty. Esse evento causa superlotação nas pousadas por toda a cidade. Um exemplo é a Pousada Literária de Paraty, que está sem vagas para a FLIP desde fevereiro.

Outras pousadas, como a Pousada Marendaz, Pousada Konquista, Pousada Casa do Mar e Solar dos Gerânios também estão com todas as suas acomodações reservadas, algumas delas desde o mês passado.

Surpreendentemente, ainda há algumas pousadas, como a Vila do porto, Pousada Canoeiro, Pousada do Imperador e Solar do Algarve, que indagado sobre o motivo, afirma não ter havido a mesma procura dos anos anteriores. Diz ainda que os clientes reclamam do preço, apesar do pacote permanecer com o mesmo valor, e a faixa de preço ser semelhante a de outras pousadas.

Diante disso todo, temos uma boa notícia para o leitor que deixou sua hospedagem para a última hora. Quem souber procurar ainda pode encontrar.

Juan Pablo, de 16 anos

Isabel Dias, de 17 anos

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

A Flip das sete mulheres

Entre os 44 convidados da Flip deste ano, apenas sete são mulheres. Esse número representa apenas 16% do total de escritores nas mesas da programação principal. Você acha pouco? Entre moradores de Paraty e turistas que estão na cidade, há quem reclame dessa realidade e também quem não veja problema.

unnamed

Priscilla Oliveira critica a falta da presença feminina nas mesas da Flip

Priscilla Oliveira, de 28 anos, artesã de Piauí, reclama da baixa participação das mulheres na programação. “ Outro dia li sobre o participação das mulheres na Flip e achei um absurdo tão poucas serem convidadas. A produção poderia usar como exemplo o Festival Latinidades em Brasília, onde só mulheres participam e convidar mais para mostrarem seu trabalho.”

Recepcionista de Paraty, Camila Prado, de 19 anos, diz que não há distinção no tipo de produção literária entre homens e mulheres, mas afirma que elas deveriam ter um devido merecimento na sociedade atual. Apesar de haver tantas escritoras com potencial, infelizmente não há oportunidade para elas em um evento importante, defende Camila. “Até pela sensibilidade e modo de visão diferente que possuem, elas mereciam mais espaço”.

Alguns entrevistados chegaram a comentar que as mulheres não têm capacidade para participar. Outros não deram muita importância ao assunto. Para João Pedro Lima, de 17 anos, que mora e estuda em Paraty, não faz diferença se são muitas ou poucas mulheres na literatura. “Nem gosto de ler”.

Rogério Snatus, 37 anos, formado em economia e poeta por prazer, também critica a falta de mulheres nas mesas de debate. Ele defendeu a ideia de “uma deusa, no centro do universo”, como a grande fonte da arte e inspiração. “Não é difícil ver o espaço da mulher sendo ocupado pelos homens, usando-as e tirando-as desse espaço, como na Flip. É falta de bom senso.”

O curador da Flip, Paulo Werneck,concorda que é necessário ter mais mulheres. “É lamentável essa marca pequena de mulheres e temos de aumentar. Não é uma coisa feita de propósito”, diz ele. “A gente deve melhorar e se preocupar. É uma vergonha mesmo para o Brasil”, diz. Além de citar que a ausência feminina é um sintoma em várias áreas culturais, Werneck também afirmou que houve um esforço para trazer mais mulheres. Mas acabou não dando certo. “Convidei dez mulheres que seriam um sonho de ter na Flip, mas infelizmente não aceitaram”, diz ele. “Mas não é a primeira vez que ouço não de mulheres, meu coração está acostumado”, brinca.

Das 12 edições da Flip, apenas uma escritora mulher foi homenageada: a Clarice Lispector no ano de 2005.

Arthur Verdelone 17 anos

Janine Faria, de 19 anos

Nyara da Silva, de 17 anos

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

‘Pretendo escrever até quando Deus permitir’, diz Zezito Freire, aos 92 anos

Aposentado, aos 92 anos de idade e surdo de um dos ouvidos, José Carlos de Oliveira Freire, conhecido mundialmente como Zezito Freire, mantém o bom humor mesmo com as dificuldades encontradas. Escritor e músico, contribuiu também com a política e cultura da cidade. “Pretendo continuar escrevendo até quando Deus permitir.”

zezito_divulgacao

REPRODUÇÃO/ PARATIANDO

Zezito Freire recebeu a Central FlipZona em sua casa para contar um pouco da sua trajetória de vida e experiência como escritor. Nascido em Paraty em 27 de Agosto de 1922, casou-se aos 25 anos com Helena Miranda Freire com quem vive ha 67 anos. Teve quatro filhos (três homens e uma mulher) os quais lhe deram dez netos e dez bisnetos. Uma grande e tradicional família paratiense.

Figura emblemática, Zezito Freire teve uma vida muito ativa e exerceu muitas profissões como prático de farmácia, técnico de laboratório, enfermeiro, diretor da Santa Casa de Paraty, além de músico e contador profissional.

Iniciou tardiamente sua carreira de escritor, em 1991, escrevendo crônicas para o jornal de Paraty. Tomou gostou pela coisa e passou a fazer contos para sua própria diversão. Em 1998, publicou seu primeiro livro chamado Gamboão, lançado numa bienal em São Paulo. Dois anos mais tarde, lançou Juthay, também em São Paulo, e em seguida Enseada Violenta, no Rio. Depois destas três publicações, parou por questões de saúde.

Zezito pensou que não publicaria mais nada, até que um dia, por acaso, recebeu uma visita que mudou o rumo desta história. Estava corrigindo uma de suas obras quando um amigo foi visita-lo, leu o texto, gostou e decidiu publicá-lo alterando o nome original para Depois da Tempestade. A partir dai, Zezito voltou a publicar suas produções chegando a um total de 14 livros. Hoje, continua atento às novas tecnologias. “Computador pra mim é uma brincadeira, uma ocupação de tempo”, disse ele, que usa a internet para trocar opiniões sobre contos com os amigos.

 

Daniela Marsico, de 13 anos

Branca Otero, de 24 anos

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Comerciantes se dividem sobre aumento de movimento na Flip 2014

A um dia para o início da programação oficial da Flip 2014, restaurantes e bares de Paraty se preparam para receber o público que chega à cidade. Muita gente reforçou a equipe e há quem espera um público maior do que no ano passado. Outros, entretanto, indicam que a Copa do Mundo e o ano eleitoral podem ter impacto negativo nos negócios durante a semana da festa.

Angela Nogueira, de 47 anos, sócia de um restaurante, tem uma expectativa de aumento do movimento justamente por causa do autor homenageado – Millôr Fernandes. Além de fazer um evento para a Companhia das Letras, a exemplo do que ocorreu no ano passado, sua casa irá receber mais duas editoras: a DSOP e a Cosac Naify, com um coquetel de abertura para 300 convidados.

A mudança da Flip para o final de julho – por causa da Copa do Mundo – pode impactar o movimento, admite Nogueira. “O público pode ficar dividido com a Bienal do Livro, marcada para o próximo mês”, diz ela.

Dona do Margarida Café, Erica Patricia, de 33 anos, diz que aumentou a contratação de funcionários e a preparou um cardápio especial diário, como fizera nos anos anteriores. “Um prato é de frutos do mar e outro é de carne”, diz ela. Érica acredita que o movimento deve ser o mesmo dos últimos anos, uma vez que as pessoas que gostam da Flip virão novamente.

Elisabeth Leonini, 51, dona do Miracolo Restaurante, na Praça da Matriz, diz que prefere não criar muita expectativa com relação às vendas ou ao movimento. Como em outros eventos em Paraty, a população chega até a triplicar na Flip. “A cidade estará preparada”, diz ele. “Mas o melhor seria ter mantido o calendário normal a Flip, como sempre foi, aproveitando o período de férias das capitais do Rio e São Paulo”, afirma.

O comerciante Alcir Nascimento Soares, 51, discorda de Elisabeth quanto ao período de realização. Ele mantém expectativa em relação ao aumento das vendas do seu bar, o Barril. Para Alcir, este ano a divulgação foi muito melhor. “O melhor para o evento é que a divulgação cada vez mais abrangente em Jornais, rádios TV’s e internet.”

Por outro lado, Mauricio Yuji Kunihira, 29, do Self Service KomaKilo, diz que a expectativa de queda de público se justifica. “Foi um ano de Copa no Brasil, de eleição e a situação da estrutura financeira do país está em um patamar não muito bom”, defende ele. Mauricio afirma que a Flip mudou a expectativa nas pessoas com relação aos autores, e sente a falta de autores de renome. “Lembro que em outros anos foram convidados autores de quadrinhos de fora e a junção com autores de qualidade do Brasil, fazendo com que o evento tivesse gente de várias idades”, diz ele. “O turismo em Paraty não está preparado, é até imaturo”, completa ele, relatando que não tem mais o prazer de sentar na Praça da Matriz.

Uma das observações de Mauricio é de que o movimento em seu estabelecimento é influenciado pelo clima. “Se chove, o movimento do Self-Service aumenta. Agora se faz sol, não é a mesma coisa. Ou seja, se tivesse mais pessoas na cidade, não modificaria muito com relação ao tempo”. E completa “Acredito que a Flip tem tudo para crescer ainda mais, pois fica no meio dos dois maiores centros urbano do Brasil. Mas ainda falta muita coisa. A cidade já foi considerada muito segura e hoje tem assaltos”.

Hudson Torquato

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

O que andam lendo por ai…

Andamos pelas tortuosas e escorregadias ruas do centro histórico de Paraty perguntando para as pessoas que livro estão lendo no momento, e o que gostariam de ler em seguida.
Encontramos Ana Freire, 62 anos, que está lendo “Ficções” de Jorge Luis Borges. Ana diz que já está relendo o livro por ser uma obra incrível. Diz que, a cada leitura, descobre várias coisas novas. O próximo livro que ela deseja ler chama-se “Mar De Histórias” de Paulo Rónai e Aurélio Buarque De Holanda.

borgesJá Francisco José C. Costa, 37, vem lendo livros que contam a história do país, como “1808”, que ironiza personagens históricos na vinda da família real portuguesa para o Brasil, do autor Laurentino Gomes. E quer ler o próximo da coleção.
A adolescente de 14 anos, Wendy Shizuka, uma estudante do colégio CIEP, está lendo “Diário de Anne Frank”, livro citado em “A Culpa é das Estrelas”, de seu autor preferido: John Green

annnefrank

Tivemos, ainda, a chance de conhecer um casal de Cordelistas, Paulo Rocha e Marinalva Bezerra, que veio tanto conhecer a FLIP quanto divulgar seu trabalho intitulado “A morte dos Imortais”. Esse cordel faz uma homenagem a Millôr Fernandes e aos três escritores falecidos este mês, dos quais Ariano Suassuna foi citado como seu favorito.

*

walking

Percebe-se que se mil fossem os entrevistados, mil seriam os autores citados. Podemos ver a diversidade de gêneros e escritores que circulam pela FLIP.

1808

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Veja como foi o dia da galera aqui na FlipZona

Hoje, 28/07, a Central começou a funcionar a todo vapor! O jornalista Paulo Saldaña, do Estadão, veio acompanhar a garotada e ajudou na escolha das pautas de hoje!

Veja algumas fotos no nosso instagram!

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Estamos de olho!

É aberta hoje a série de matérias “Detalhes e Estilos”. Por meio de imagens e flagrantes, mostraremos  um pouco mais de perto o estilo e a personalidade dos moradores locais e visitantes desta 12a. Festa Literária de Paraty.  Esperamos que curtam este projeto.
Hoje, dia 28, focamos nos diversos tipos de olhos e olhares que encontramos pelas ruas do Centro Histórico.
DSC01085
Tawana Elysabette dos Santos, 20 anos, secretária, Brasileiro
DSC01088x
Felipe Hanower, 28 anos, jornalista, Brasileiro
DSC01102x
Fausto Jolea, 21 anos, freelance, Argentino
DSC01103
Maurice, 22 anos, estudante, Alemão
DSC01105x
Harriet, 21 anos, Estudante, Alemã
DSC01106x
Sheila, 10 anos, estudante
Aline de Olievira Silva, de 15 anos
Daniela Marsico, de 13
Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

#vaiterflip?

DSC00139

 

Atraso? Preocupação? As tendas ficarão prontas? As montagens começaram mais tarde este ano?

O clima de tensão da Copa do Mundo chega também a este grande evento internacional. Nossa equipe saiu a campo para descobrir a quantas andam os preparativos da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip.

Marcelo Xepa, 45, de São Paulo, que é encarregado da segurança, contou que está tudo dentro do cronograma. “A última instalação eletrônica está sendo feita hoje, a dois dias da Festa”, disse ele.

Quem mora na cidade deve estar imaginando que houve um atraso na montagem, mas, na verdade, a tenda deste ano dispõe de uma tecnologia alemã (até aqui!) que leva apenas dois dias para ficar pronta. “O modelo ao qual estávamos acostumados levava até 12 dias”, disse Xepa. Nessa os brasileiros tomaram de 12 x 2! Além de menos dias, a estrutura alemã precisa apenas de oito profissionais para ser erguida.

A equipe inteira, incluindo logística, elétrica, eletrônica, operação, segurança, tem aproximadamente 90 pessoas envolvidas, em sua maioria paratienses. No entanto, por conta do trabalho, eles não têm tempo de acompanhar a programação. Isso se repete com os moradores que trabalham com hotelaria, restaurante e turismo.

E o clima?

A chuva não deu trégua desde sexta-feira. Xepa acha que o público que vem para a Flip não se importa com o clima. Mas um dos funcionários, que é de Paraty e trabalha no mar, estava ligado na conversa e profetizou: há uma frente fria vindo da Argentina. Conversa de pescador?

Arysa Sá, 17 anos

Samira Ferder, 17 anos

*

Esta é a primeira reportagem (de muitas que virão nesta semana!) produzida pela Central FlipZona, que ocorre a partir desta segunda e vai até o fim  da Flip, no domingo. São mais de 30 adolescentes de Paraty envolvidos na cobertura jornalística da festa, de olho no clima da cidade e em todos os detalhes da cidade. Pelo terceiro ano consecutivo, a Central FlipZona conta com a parceria do Estadão e o jornalista Paulo Saldaña, repórter do jornal, acompanha a produção.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

CineZona na Flip 2014, pra não perder!

Venha assistir à sexta edição do CineZona, com os curtas produzidos pelos participantes da FlipZona 2014. Você não pode perder!

 

CINEZONA(size)

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Publique você mesmo (a) seu livro

Dia 30, quarta-feira, às 16 horas, vai rolar na Casa da Cultura de Paraty (rua Dona Geralda, 177, centro histórico) uma oficina gratuita da Amazon, sobre autopublicação digital.

Você sabe o que é a autopublicação? É isso mesmo que você está pensando, significa você mesmo publicar seus livros no formato de ebooks. É uma ferramenta genial para os escritores já experientes e também para os iniciantes, porque garante mais liberdade e controle sobre o texto, o que é precioso especialmente para quem está começando a publicar.

Natalia Montuori, gerente da plataforma de autopublicação da Amazon (Kindle Direct Publishing) no Brasil, fala aqui com os jovens da FlipZona: “A ferramenta de autopublicação digital da Amazon está disponível para qualquer pessoa que sonha em publicar um livro. Os participantes ficam entusiasmados com a possibilidade de publicar suas obras de maneira fácil, rápida e sem custo algum. A oficina já foi realizada em várias cidades do Brasil e acontecerá pela primeira vez em Paraty.”

Não deixe de participar, avise a galera. São apenas 30 vagas. INSCRIÇÕES GRATUITAS NA CENTRAL FLIPZONA, rua da Matriz, 4, na segunda e na terça, de 9 às 18 horas.

Oficina Amazon

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Eliane Brum por Eliane Brum: “Escrevo para desacomodar o leitor, e não para apaziguá-lo”

Ela é gaúcha e leu tudo o que pode durante a infância. Achava jornal muito chato, “pois não tinha gente”. Sempre muito inquieta e curiosa, prestou vestibular para biologia e informática, e iniciou a faculdade de história, que não concluiu. Durante o curso de jornalismo na PUC/RS, no qual se formou, quase desistiu. Mas um professor acabou por convencê-la, era um caminho que merecia ser percorrido.
Foi graças a um texto de faculdade que surgiu um estágio no jornal Zero Hora, em Porto Alegre, onde trabalhou por onze anos. Outros dez ela viveu como repórter especial na revista Época. Depois foram outros jornais e revistas, com Eliane sempre valorizando a boa escuta e perseguindo a qualidade do texto em suas reportagens.

Jornalista das mais premiadas do Brasil, recebeu mais de sessenta prêmios nacionais e internacionais, inclusive por seus documentários. Com seu livro-reportagem “A vida que ninguém vê” (Arquipélago Editorial), venceu o prêmio Jabuti. Mantém uma coluna na versão nacional do El País e na Copa do Mundo acompanhou a Seleção Brasileira de perto, em cobertura para o jornal Folha de S.Paulo.
Seu novo livro, “Meus desacontecimentos” (Leya Brasil), está entre os lançamentos nessa Flip 2014, para a qual foi convidada a dividir a mesa “Poesia & Prosa” com Gregorio Duvivier e Charles Peixoto, numa conversa sobre as fronteiras do gênero literário.

Em entrevista exclusiva por email, ela respondeu a quatro jovens da FlipZona interessados em seus textos, os alunos Rafaela Marsico, Luan Vinícius, Manoel Antonio, Gabriel Giudice e Arthur Verdelone. Na conversa, entre outras afirmações, a jornalista e escritora diz acreditar no poder da narrativa como instrumento de transformação da vida, “e especialmente das realidades injustas”. Acompanhe aqui e saiba: Eliane Brum confessa que adorou ser entrevistada a partir de perguntas que, segundo ela, demonstraram que a moçada lê e gosta de suas reportagens. 

EBRUM-0047 PARA O BLOG

Em contexto mundial, você acha que existe uma cultura mais evoluída do que outra ou todas vivem em constante evolução?
Eliane Brum – Acho que não há uma cultura mais “evoluída” que outra nem em contexto mundial nem em contexto de qualquer tipo, espacial ou não. O que há são diferentes formas de perceber, interpretar e interagir com a natureza e o “outro”. O que há são diferentes formas de narrar o nosso ser/estar no mundo.
Quando se usa critérios de mais ou menos evoluído é sempre com vistas ao exercício autoritário do poder, manipulando com a suposta primazia de uma cultura – a que se anuncia como “mais evoluída” – sobre outra, a que supostamente seria “menos evoluída” e, portanto, com menos direitos de ser aquilo que é.

No Brasil, isso é muito comum com relação aos povos indígenas (vistos como todos iguais, quando são de uma diversidade assombrosa) na sua relação com os não índios. Por exemplo, quando se justifica a construção de uma grande hidrelétrica como Belo Monte no ecossistema do Xingu, afetando povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas sem sequer consultá-los.

Mesmo passados 50 anos do golpe militar, você acha que nós brasileiros, em especial a classe média, ainda possuímos um pensamento enraizado na ditadura e no autoritarismo em relação à Amazônia e à cultura indígena?
Eliane Brum – Sim, eu acho. Mudou-se a forma de compreender o Brasil em vários aspectos e condena-se o autoritarismo em diferentes instâncias. Mesmo com críticas à democracia vigente e apontando a necessidade de ampliar as formas atuais de participação, é preciso reconhecer que vivemos num regime democrático.

Mas a visão atual de uma parte significativa da sociedade, assim como dos governos Lula-Dilma, é muito semelhante à visão da Amazônia construída pelos governos militares. Isso tanto no que se refere ao modelo de ocupação, com a construção de grandes obras, quanto à forma de intervenção, sem consulta às comunidades afetadas por essas grandes obras. Nesse olhar, o outro (no caso povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas) não tem nada de relevante a dizer, não é reconhecido como um sujeito de direitos nem como um interlocutor por quem se deva ter respeito. É um olhar limitado, que convenientemente finge enxergar a Amazônia como um gigantesco vazio humano – e não como um espaço múltiplo, ocupado por povos com uma diversidade cultural impressionante, que teriam muito a colaborar com a construção de um Brasil mais criativo, igualitário e viável do ponto de vista socioambiental.

É muito triste, mas mais do que triste, é criminoso. O exercício político desse olhar só é possível porque a maioria do que se chama povo brasileiro desconhece a Amazônia, as várias Amazônias. Ou, pior ainda, nem percebe que deveria conhecê-las.

Os textos que você escreve abordam questões críticas e importantes. Onde você acha que pode chegar sua liberdade crítica, sem medo de ser prejudicada? De alguma forma você já sofreu alguma censura por abordar algum assunto?
Eliane Brum – A coluna de opinião, que hoje escrevo no El País, é uma das minhas atuações como escritora, já que também sou repórter e ficcionista. Acredito que o papel de um colunista é qualificar as questões da sua época, tirando o leitor do seu lugar para que ele possa ver determinado tema por outros ângulos possíveis. Escrevo para desacomodar o leitor, e não para apaziguá-lo. Para isso, preciso me tirar do lugar constantemente, o que é um exercício trabalhoso.

Ao escolher fazer uma coluna de opinião, escolho assumir esse risco. Às vezes, é bastante difícil. Às vezes, é duro por bastante tempo. Mas é um risco que assumi. E acredito na importância de escrever sobre o que escrevo da forma como escrevo. Acredito enormemente no poder da narrativa como instrumento de transformação da vida – e especialmente das realidades injustas. É isso o que me faz ser repórter e, agora, também, a escrever artigos de opinião. Se, em algum momento, por uma razão ou outra, chegar à conclusão de que não posso mais assumir esse risco ou enfrentar a dureza da reação a algumas de minhas intervenções, aí vou fazer outra coisa. O que jamais farei é enganar o leitor, dando a ele menos do que deveria por covardia ou por simplesmente escolher o caminho mais fácil. Isso banalizaria a minha própria vida – e me alienaria da minha escrita, o que seria uma forma de morte. 

A partir do seu texto “É possível morrer depois da internet?” publicado no jornal El Pais, pode- se concluir que cada um de nós seja um imortal? A quem interessaria a imortalidade coletiva? Você pode falar um pouco sobre isso?
Eliane Brum – Eu jamais diria a alguém o que pode ou não concluir sobre um texto meu. Acho que um texto deve ficar sempre em aberto e cada leitor é um escritor que continua a escrevê-lo a partir de suas próprias circunstâncias e interrogações. Então, se é um texto meu, a cada leitura também deixa de ser meu. Cada leitor lê seu próprio texto.

Dito isso, acho que, como espécie, por conta de nossa consciência da morte, sempre quisemos desesperadamente permanecer. Seja com um filho, seja com uma obra. Precisamos nos reconhecer no olhar do outro dia após dia para saber que existimos. Nessa nova época, trazida pela internet – e esta, sim, é uma revolução de fato – temos de enfrentar uma outra questão, que é a importância do esquecimento. Com as redes sociais e os sites de busca, tudo, e especialmente as nossas banalidades, permanecem.

O que era fugaz agora fica. O que podia ser superado pode ser reeditado a qualquer momento. Como digo lá, mais definitivo do que gravar em pedra parece ser gravar na nuvem. Isso altera toda a nossa relação com a memória, que é uma questão muito profunda, que tanto nos define quanto nos desestabiliza. Adoro aquela frase, que está na peça teatral libanesa: “É possível estar fora do corpo, mas não fora da linguagem. Meu amigo, a única forma de morrer é estar fora da linguagem – ou nunca ter falado. Você falou muito, palavras demais. Para sempre estará preso na linguagem”. Será que era isso que buscávamos?

Você já se sentiu desfavorecida no meio literário por ser mulher? E como repórter, teve alguma dificuldade nesse sentido? Pode citar a situação?
Eliane Brum – Ser uma mulher, ainda na minha geração, é ter se tornado mulher de violência em violência. Escrevo particularmente sobre isso no meu último livro – “Meus desacontecimentos, a história da minha vida com as palavras”. No meu primeiro romance, “Uma Duas”, escrevo sobre como uma filha se arranca do corpo da mãe. A violência, de várias maneiras, é uma presença na minha vida, assim como, suponho, na vida da maioria das mulheres.

Como repórter, sofri assédios de todo o tipo, mas nada que tenha inviabilizado alguma reportagem. Jamais permiti que me aviltassem ou me desrespeitassem. Explicitamente, apenas uma vez um editor escolheu, em vez de mandar a mim, enviar um repórter homem para uma zona de guerra. Achava que eu era a melhor escolha, pelo tipo de matéria, mas disse que pensou muito e concluiu que seria perigoso por eu ser mulher. Eu respondi a ele: “Só entendo isso se você acha que é preciso escrever com o pinto. Aí, realmente, não posso fazer nada. Se não, não entendo a sua escolha”.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Hora da Estrela: inscrições abertas!

Atenção jovens de talento em música, arte, dança e demais expressões artísticas! Não percam a chance de participar do já tradicional encontro da FlipZona, que costuma surpreender pelo alto astral e ótimas apresentações. 

Onde e quando se inscrever
De 15 a 21 de julho, as inscrições podem ser feitas na Biblioteca Casa Azul, à rua João Ayres Martins, 14, Ilha das Cobras (atrás do cais pesqueiro).
A partir do dia 22, até 26 de julho, inscrições na Central FlipZona, à rua Dr. Samuel Costa, 16, Centro Histórico. 

hora da estrela oficial

Programe-se, a hora é essa! 
Na festa literária 2014, a Hora da Estrela acontece na quinta-feira, 31 de julho, às 21 horas, na tenda da Flipinha. Você, claro, não vai perder, porque essa é a sua HORA. Inscreva-se e avise os amigos.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Muito além do ”Porta dos Fundos”…

A Flipzona já está a mil nas ações de cobertura jornalística. Alunos das oficinas de Filosofia, Produção Audiovisual e Produção de Textos da Biblioteca Casa Azul entrevistaram por email o múltiplo Gregório Duvivier que, entre outras coisas, é escritor. Convidado da Flip 2014, ele participa da mesa 1, Poesia & Prosa, na quinta-feira,  às 12 horas, ao lado de Eliane Brum e Charles Peixoto.
Curta a entrevista e veja mais sobre Gregório Duvivier, o mais recente entrevistado da galera FlipZona.

Perguntas de Rafaela Marsico
O audiovisual se tornou uma linguagem muito usual hoje em dia, como forma de expressar algo, tanto uma crítica, uma história, uma sátira de forma mais dinâmica. Assim como você no Porta dos Fundos, a FlipZona também trabalha muito em cima desse meio. Que influências você acha que esse tipo de linguagem pode exercer no mundo atual?
Duvivier – A linguagem audiovisual parece ter a cada dia mais poder: os celulares hoje em dia têm tela, os ônibus têm tela, em todo lugar se pode assistir a um vídeo. A multiplicação e a democratização das telas ampliou muito o alcance do audiovisual, especialmente em formatos curtos como os do PDF.

O Porta dos Fundos não só leva em conta o lado humorístico como também o lado crítico e social brasileiro. Como vocês do Porta relacionam o humor com a crítica em suas produções? Millôr Fernandes também utilizava muito dessa mescla do humor com um fundo crítico em seus textos, charges, frases…
Duvivier – Rir é uma forma de pensar o mundo. Sempre que voce ri, você está rindo de algo, você está tomando um partido. Essa consciência é fundamental.

Gregório, um de seus livros de poesia “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora” foi muito bem aceito pela crítica e altamente elogiado por grandes mestres da literatura, inclusive por Millôr. Como foi essa experiência de ter uma de suas obras reconhecida pelo homenageado da FLIP deste ano?

Duvivier - Fiquei muito feliz com o reconhecimento do Millôr. Ele foi um gênio e uma pessoa maravilhosa. Sua crítica me incentivou a continuar escrevendo poesia. Não há nada melhor do que sentir sua poesia reverberando. 

Perguntas de Joana Marendaz
Todos sabem que você é muito querido pelo pastor e deputado Marco Feliciano graças a um vídeo do Porta dos Fundos. Provocar grandes personalidades era a sua intenção e a dos roteiristas do canal?
Duvivier - Não, esse nunca foi o objetivo. Nunca sequer falamos o nome desse sujeito em nossos vídeos. Nossas questões são maiores: criticar o fanatismo religioso como um todo. 

Você já teve algum texto de alguma forma censurado por uma das mídias para qual escreve?
Duvivier - Nunca. Tanto o Porta quanto a Folha (Folha de S.Paulo) são ambientes de total liberdade editorial. 

Pergunta de Gustavo Lapa
Existe diferença entre um humorista e um escritor de humor? Em qual dessas categorias você se encaixa?
Duvivier – Não existe. Acho que é a mesma coisa, portanto, me encaixo nas duas. 

Pergunta de Francisco Guaraná 
Qual é o critério que vocês usam para saber se um vídeo ficou engraçado?
Duvivier – O critério é a nossa própria risada. Se a gente ri é porque está engraçado.

Pergunta de Nyara
Gregório, para finalizar, que dica ou recado você deixa para quem está entrando ou quer entrar nesse mundo do audiovisual?
Duvivier – Não acho que seja diferente de outros mundos. A arte requer estudo, prática, repetição. Recomendo paciência, perseverança, responsabilidade, assim como pra quem vai estudar medicina. É importante levar a coisa a sério. 

GregorioDuvivier©RenatoParada_14_orelha_divulgação web

Foto: Renato Parada

Gregório Duvivier? Saiba mais sobre ele. E veja o que Millôr Fernandes, o autor homenageado da Flip 2014, disse a respeito de seu livro de estréia “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora”, lançado em 2008 pela editora 7 Letras.

Carioca do signo de Áries, ele nasceu em 1986. Desde pequeno imaginava que seria escritor. Mas em suas palavras, por um acidente de percurso, acabou indo parar no teatro. Aos 9 anos fazia o curso do Tablado. E se apaixonou pelo palco, apesar de sempre ter sido uma criança muito tímida e introvertida.
Um ano antes de entrar na faculdade (Letras, na PUC – RJ), aos 17, formou o grupo que faria a peça Z. É. Zenas Emprovisadas (peça teatral composta por esquetes de improvisação), junto com Marcelo Adnet, Fernando Caruso e Rafael Queiroga.

Desde então foram várias séries, filmes e peças teatrais, o que o levou a ter experiência de sobra para ser um dos criadores do canal Porta dos Fundos — canal que produz vídeos de humor na internet e se destaca por sua linguagem ácida, irônica e inovadora.

O Porta dos Fundos, você sabe, é alvo de muitas polêmicas por questionar sem pudores questões da sociedade, tais como gênero e raça. E se tornou um sucesso rapidamente, sendo hoje o canal do youtube brasileiro com o maior número de inscritos.

Apesar do sucesso na tela, a ideia de ser escritor não ficou para trás. Gregório assina uma coluna semanal na Folha de São Paulo e tem dois livros de poesia publicados: “Ligue os pontos – Poemas de Amor e Big Bang” (Companhia das Letras), que Cora Ronai afirmou ser “ o melhor livro de poesia dos últimos tempos”, e “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora” (7 letras), seu livro de estréia elogiado por grandes escritores, entre eles Ferreira Gullar e Millôr Fernandes.
Na época do lançamento, em 2008, Gullar confessou: “um livro que estou lendo com prazer. Gregório evita o dó de peito e brinca inteligentemente com a emoção. Parabéns.”

Nas palavras de Millôr, “um livro pra ser lido como o Gregório escreveu: com emoção e perspectiva, que são a mesma coisa. O jovem – 22 anos ainda é jovem ? – apresenta poesias que vão desde o quase haikai a sonetos. Sonetos, sim senhor, uma bela forma de poesia que nunca voltou. Porque nunca desapareceu. Gregório é um poeta concreto. Não confundir com concretista.”

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

PROGRAMAÇÃO FLIPZONA 2014

Quarta-feira, 30 de julho
8h30
Na Casa da Cultura
Roteiros, roteiros e mais documentários…
com Antonio Prata e Eliane Brum
Mediação: Marcos Maffei

10h30
Na Casa da Cultura
Jogos e Mistérios
com Rosana Rios
mediação: Anna Cláudia Ramos

Quinta-feira, 31 de julho
10h30
Na Casa da Cultura 
Sociedade e literatura
Ferréz
mediação: Verônica Lessa

21h
Na tenda da Flipinha
Hora da estrela
Música, arte e dança
Apresentação dos jovens talentos de Paraty

Sexta-feira, 01 de agosto
8h30
Na Casa da Cultura
Leitura dramatizada da obra de Millôr
Alunos da oficina de teatro da Biblioteca Casa Azul
Direção: Patrícia Saravy

10h30
A construção da imagem e do texto
Luís Dill e Mario Bag
Mediação:Marcos Maffei

19h
Na tenda da Flipinha
Viagem ao Céu
Paulo Varella

Domingo, 03 de agosto
14h
Na Casa da Cultura
CineZona
Exibição do documentário Page One, sobre o jornal The New York Times e exibição da produção audiovisual da Central FlipZona.

flipzona cinema

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

CENTRAL FLIPZONA 2014 – VENHA FAZER PARTE!

CENTRAL FLIPZONA 1

Já estão abertas as inscrições para você participar este ano. Traga uma foto 3 X 4 e venha preencher sua ficha, aqui na Biblioteca Casa Azul, das 9 às 18 horas, de segunda a sexta-feira (veja na sequência os dados gerais do que você vai preencher).

Nome: ____________Idade: ___________
Sexo: (  ) Feminino        (  ) Masculino
Endereço: _____________
Telefone: _____________
E-mail: _______________
Escola onde estuda: __________
Série: ___________
Turno: (  ) manhã         (  ) tarde           (  ) noite

Qual oficina deseja participar?
__________________________________

Autorização para menores de idade
Eu, __________________________, responsável  pelo(a)  aluno(a) ______________________________________, autorizo a participação do(a) mesmo(a) nas oficinas da Central FlipZona de 2014­­­­.

Assinatura__________________

CENTRAL FLIPZONA 2

Você já sabe, mas informe seus amigos:  a Central FlipZona é o coletivo jovem da Flip que, durante os cinco dias da festa literária, com cerca de trinta jovens selecionados, trabalha como um redação jornalística, fazendo a cobertura com reportagens, entrevistas, fotos e produção audiovisual.
Nas fotos deste post, a moçada que participou de edições passadas da Central FlipZona.

 

 

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Esquentando a FlipZona: #TamoJunto Marcelo Tas entrevista exclusiva para a Central

“A revolução não é só tecnológica.
Ela está dentro das pessoas.”

Marcelo Tas, jornalista e comunicador de TV, atualmente âncora do programa CQC, na TV Bandeirantes, e autor do Blog do Tas, um dos blogs mais premiados do país, é o autor da frase que inicia esta matéria. Frase, por sinal, publicada na entrevista que ele deu à revista Gente, de abril de 2014, à jornalista Gisele Vitória.

A matéria da revista ainda revela que Tas costuma dar palestras sobre educação, nas quais fala muito sobre livros. Conta, por exemplo, que uma das perguntas mais freqüentes que ouve nas  palestras é “Como faço para ficar famoso?” Provocativo como é, sua resposta está sempre pronta: “Leia um bom livro. E depois leia outro e outro. Você vai ficar muito famoso. Um livro significa que você pensa melhor, fala melhor, escreve e se comunica melhor”.     

Com essa veia da literatura, Marcelo Tas, sempre que pode, está na Flip, claro! Foi ele, por sinal, quem batizou a programação jovem da festa como FlipZona. O assunto é um dos pontos altos desta  entrevista que ele deu por email à Thais Santos. Leia a seguir.
Mas antes, você sabe quem é a Thais? Jovem ativa da FlipZona, 21 anos, nascida carioca mas criada em Paraty e apaixonada por comunicação e literatura, ela é fã de carteirinha da Flip. Está se preparando para atuar com o pique de jornalista na Central FlipZona 2014. E nada mais estimulante para começar do que entrevistar o comunicador Tas.

Tas_Renato Stockler

 Foto: Renato Stockler

Thais – Em 2009, você batizou a Flipzona. Que lembranças você tem do que acontecia na época para chegar a esse nome que, afinal, deu tão certo? Estamos agora no sexto ano, contabilizando  mais de vinte oficinas realizadas e a participação de quase 700 jovens nesse período. Você vislumbrou que o que batizava acabaria sendo um sucesso, agregando uma participação tão ativa?

Tas - O nome surgiu, como quase sempre, depois de muitas tentativas desanimadoras. Senti de cara uma força incrível nele. Era uma tradução para aquilo que nossa equipe buscava traduzir: uma área da Flip provocativa, ultracomunicativa e bem-humorada, que convidasse os jovens a participar. Não tive dúvida que FlipZona traduzia em cheio essa ideia.

Thais – Você tem uma coluna chamada “Pai Laboratório”, onde conta suas experiências como pai. Como seus filhos influenciam seu trabalho?
Tas - Os meus filhos são o segredo da minha conexão com tantas gerações diferentes. Através deles tenho acesso a informações privilegiadas sobre o que eles fazem, pensam e consomem. Aprendo demais com eles, uso muitas coisas que eles me ensinam, não apenas na coluna da revista Crescer, mas na minha vida profissional e no meu entendimento como criatura adulta perdida nesse mundo.

Thais – Em sua opinião, as redes sociais fazem com que os jovens de hoje se interessem menos pela literatura? Você vê uma maneira de fazer um link entre web e literatura? Afinal, dá para fazer os jovens lerem mais?
Tas - Com certeza as redes sociais podem levar os jovens a lerem mais. De certa forma, pelo simples fato de hoje nos comunicarmos mais por escrito, isso já acontece… A atual geração lê mais e escreve mais que a minha, que foi a geração que pirou no telefone. Ficávamos horas e horas pendurados no dito cujo, numa ligação eterna com um amiguinho do outro lado da linha, para loucura dos habitantes da casa que só tinha uma linha de telefone fixo. Ou seja, a literatura pode ganhar muito com as novas tecnologias. Agora, é importante notar que toda essa maravilha de revolução digital é apenas uma coleção de ferramentas. Somos nós que temos que descobrir como usá-las para melhorar a qualidade das histórias que contamos.

Thais – A partir de sua experiência profissional, qual é o seu recado para os jovens da Flipzona 2014?
Tas - Molecada da FlipZona, recebam meu respeito e carinho por expandir com tanta criatividade a semente plantada em 2009. Que vocês mantenham a alegria e o entusiasmo na turma, em meio a  esse vasto mundo iluminado que é a literatura. Este ano, infelizmente, não consigo estar aí. De qualquer forma #TamoJunto. Sempre! Que vocês continuem se divertindo e aprendendo muito na Flip 2014!

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário