Jessé Andarilho e Nando Cunha falam sobre periferia, literatura e arte durante bate papo

A Casa da Cultura de Paraty recebeu na manhã desta sexta-feira, 03, o bate papo “Origem periferia: um encontro sobre literatura e arte” com o escritor Jessé Andarilho e o ator Nando Cunha. Ambos do mesmo universo, ambos com a mesma vontade de fazer diferente.

Jessé, margilanizado, repetente, odiava ler. Esses itens parecem um prato cheio para criar um adulto sem cultura, problemático e sem estímulo de vida. Mas a história foi diferente. Jessé da Silva Dantas, hoje Jessé Andarilho é o exemplo de como a força de vontade e o desejo de fazer diferente são fundamentais para despertar nos jovens o interesse pela leitura. “As pessoas pensavam na distância de onde eu morava, eu só pensava em ter mais duas horas pra escrever”, lembra Jessé, que escreveu grande parte do livro no celular, enquanto estava dentro do trem voltando pra casa. O livro ‘Fiel’ narra o ambiente em que Jessé vivia e as histórias que viu sendo morador de Antares, favela da zona Oeste do Rio de Janeiro.

Jessé Andarilho

Jessé Andarilho

O escritor transformou o preconceito das pessoas em “coletividade” e acredita que para conquistar algo, o morador da periferia não deve esperar ser visto e ajudado por ninguém, ele precisa conquistar seu lugar. “As coisas que pareciam impossíveis eu nunca acreditei. Enquanto as pessoas falavam pra pra eu fazer networking, eu fiz amigos”, conta o jovem autor.

A história também foi parecida com o ator Nando Cunha. De origem pobre, teve que batalhar desde cedo, para conseguir seu espaço. “Não é mágica, você tem que se movimentar”, diz o ator, que chegou ao auge da carreira com o personagem Pescoço, na novela Salve Jorge em 2012. Durante a rodada de perguntas, Nando ressaltou que só ter talento para a interpretação não foi suficiente, foi necessária muita leitura, que foi o diferencial para sua carreira.

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Nando Cunha

Duas histórias de vida com muita luta, mas também com muito sucesso, mostrando que a literatura é uma das peças fundamentais em qualquer área. Através dela se tem conhecimento e é ele que impulsiona as idéias e transforma o mundo.

Kelly Helena

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Sobre o show de Luís Perequê

Este ano o show de abertura da Flip foi realizado pela “prata da casa”, como falou o curador da Flip, Paulo Werneck, na abertura do evento. Foi feito para e por pessoas que vivem em Paraty. Dani Lasalvia e o grupo Os Caiçaras também participaram da festa.

O show aconteceu na tenda da Flipinha, na quadra em frente à Praça da Matriz. Começou com o coral de crianças, que cantou com Perequê, e foi seguido da linda apresentação de Dani. Luís Perequê voltou ao palco para cantar com Os Caiçaras – ponto alto da noite, quando todos aplaudiram muito.

Para fechar a noite com o clima de valorização à cultura paratiense, o artista recitou seu poema “Aves e Ervas”:

Aves e Ervas
(Luis Perequê)

Madrugada se levanta, canta galo, tudo canta…
Beira de mar, Mata Atlântica!
Suave canção de aves, cheiro de erva pisada,
Trilha, trabalho, renda de orvalho,
Tramam tratores, novas estradas.
É a mentira do progresso mudando o rumo dos versos
Casa de aves e ervas, virando areia e deserto
Matas mortas, morros calvos e os corvos cuidam do resto
O povo vence o grileiro, mas não vence os projetos
Da mentira dos políticos mascarados, desonestos.
No canto bravo do Sono, vou deixando um manifesto
Adeus, adeus curupira, caipora e insetos
Os guardiões naturais não têm armas pro concreto
Mata Atlântica te levanta, deixo meu peito aberto
Pra te guardar na lembrança, pra te contar pros meus netos
No registrar dos meus olhos vou te cantar nos meus versos
Se pudesse eu te dava as asas do pensamento
Quem sabe te guardaria do jeito que eu te penso
Criando os teus nativos, crescendo no teu silêncio
Bem longe desses projetos de pseudo crescimento
Que prometem melhoria e trazem arrependimento
Porque vem os condomínios com o fascínio do dinheiro
E o pescador troca a rede pela colher de pedreiro
Depois só volta na praia, de gari ou faxineiro
A estrada do político não foi feita pro roceiro
Só serve pra o levar no dia de ir limpar o lixo dos forasteiros
E a cultura é esmagada, como se deu tantas vezes
Trocamos trovas da roça por batuques e farofas
Ou silêncio pros burgueses
E assim começa outra história porque é o fim da estrada
Não tem matas, não tem aves, não tem ervas, não tem nada
Tem uma cerca, um portão, um caiçara de farda
E uma placa, atenção: É PROIBIDO A ENTRADA.

Por Hudson Torquato.
foto: luispereque.blogspot.com.br

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Crianças e adultos curtiram o Arte na Praça

A arte na praça aconteceu nesta sexta, 03, na Praça da Matriz. Muitas crianças esperravam chegar esse dia que, para eles, é o melhor dia da Flip, pois reúne diversas oficinas, como: barquinhos, origami, máscara em gase engessada, pulseira de miçanga e muito mais.

Enquanto assistíamos ao evento, optamos por não considerar apenas a opinião das crianças que curtem o Arte na Praça, mas também de alguns adultos que lá no fundo têm um coração de criança! Eles também se divertem e até aproveitam para fazer objetos de decoração para suas casas, como os barquinhos. Esses adultos trazem as crianças, mas acabam aproveitando tanto quanto elas.

“O arte na praça não é só para crianças, não mesmo! Adoro. Quase sempre estou aqui com meu filho para brincar um pouco!”, afirmou Marcos, de 35 anos, num tom bem humorado.

E quem diria que iríamos sair na praça e encontrar a Emilia, do Sítio do Pica- Pau amarelo? Essas coisas nós só encontramos aqui na Flip – a magia acontece e as crianças adoram! Abordei a Emilia – ou Taciane de Oliveira – que disse: “As crianças adoram isso, se divertem e acabo me divertindo com elas.”.

Além disso, o pessoal do CN (Curso Normal) aproveita para colocar o talento de mímico em prática e curtir um pouco, às custas de quem curte a festa. A tarefa deles é super divertida – ficam passeando e imitando as pessoas que vão passando.

Rayane Carvalho, de 15 anos, levou sua irmã Manoela, de 4, para passear, e acabou tendo bastante trabalho: “Nossa, trouxe minha irmã aqui e ela quer ir em tudo que vê! Mas eu adoro isso!”, disse.

O Arte na Praça é amor pelas crianças – e para os pais!

Carlos Eduardo Oliveira, 14 anos.

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Nudez além do corpo

Desde a Antiguidade, o nu é explorado em vários ramos da arte. Da escultura à fotografia, o corpo foi retratado ao longo do tempo segundo os padrões de beleza de cada época. Embora normalmente seja associado ao erotismo, o nu artístico nem sempre apresenta caráter sensual, podendo ser representado sob diversos pontos de vista, seja como uma crítica social ou simplesmente uma análise da anatomia humana.

O artista e arquiteto italiano Cesare Pergola, de 60 anos, residente em Paraty desde 2009, expôs recentemente um projeto fotográfico chamado “A medida do corpo”, onde explora a dinâmica do corpo humano sob uma malha de luz ortogonal, onde o erotismo acaba se tornando um elemento natural. “A realidade imita o virtual”, diz Pergola, explicando a mistura do real com o mundo da internet. Neste caso, o artista evidencia o movimento corporal em vez da sensualidade, criando assim um erotismo soft, como ele próprio define.

O arquiteto italiano, Cesare Pergola.

O arquiteto italiano, Cesare Pergola.

Já a paratiense Brisa de Souza, de 22 anos, em seu projeto “Prato do Dia”, exposto na Casa da Cultura entre maio e junho, buscou o nu como forma de crítica ao consumismo, inspirando-se no livro “A sociedade do espetáculo”, de Guy Debord. Segundo a artista, o ser humano é apenas uma moeda de troca. “Trocamos tempo por dinheiro”, diz. Sua proposta é uma forma de fotografia sem nenhum tipo de edição, tendo o nu como elemento principal. Suas maiores inspirações são os fotógrafos Sebastião Salgado e Phelipe Paranaense.

Brisa de Souza, Luy Firmino, Jessica Maximiano e Aghata Saez.

Brisa de Souza, Luy Firmino, Jessica Maximiano e Aghata Saez.

Os dois artistas mostram não apenas o lado erótico do nu, mas sim, suas visões poéticas sobre o corpo o que não acontece hoje em dia no meio dos jovens que utilizam a tecnologia para explicitar o nu de outra forma, banalizando o erotismo.

Aghata Saez, Jessica Maximiano e Luy Firmino.

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Flip contribui para o crescimento de Paraty

Desde as primeiras edições, a Flip promove o incentivo à leitura e à cultura. Com público significativo, o festival desperta diversas opiniões, tendo em vista a abrangência dos assuntos. Entretanto, são os paratienses que podem analisar, de uma maneira mais próxima, o verdadeiro legado da festa literária para a cidade.

Entre festas religiosas e eventos relacionados à cultura local, a Festa Literária Internacional de Paraty mostra uma face diferenciada da cidade. Marcelo, vendedor autônomo de doces, acredita que a maior herança da Flip seja a geração de emprego. Segundo ele, os trabalhos gerados pelo festival e realizados pelos moradores locais são as principais relações entre o evento e a comunidade. “É um festival indispensável e já se tornou a cara de Paraty.”.

Lúcio Cruz, artista plástico

Lúcio Cruz, artista plástico

Raquel Mello, comerciante do bairro histórico, também considera que a festa ultrapassa os limites culturais, beneficiando, principalmente, a economia paratiense. Para ela, o lucro da festividade favorece o comércio local, que aproveita da grande movimentação durante estes cinco dias.

Outro ponto destacado é a visibilidade da cidade. Lúcio Cruz, artista plástico local que presencia há anos a festa, diz que o evento contribui muito para que a cidade fique cada vez mais em evidência: “Paraty já era bem conhecida e ficou mais ainda com a chegada da Flip”.

Cultura, empreendedorismo, investimento e turismo a favor da população, que vê na Flip oportunidades de desfrutar o conhecimento através da literatura e ainda contribuir com o crescimento de Paraty.

Roberta Malvão, 17 anos, Marina Luiza, 19 anos, Isadora Rosa, 17 anos, Mateus Melo, 17 anos

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Rolou oficina com a Globo News na Central

Na tarde de quinta, dia 2, a Central FlipZona recebeu como convidados os jornalistas Anna Karina Bernardoni, Julio Lisboa e Antonia Martinho, da equipe de reportagens especiais  da Globo News.

Os jornalistas da Globo News deram várias dicas para a galera.

Eles debateram questões sobre mudanças na forma de se fazer televisão, equipamentos, maneiras mais rápidas de trabalhar, organização de pautas, áudio e, principalmente, sobre o uso do celular na reportagem atual. Deram dicas úteis sobre como melhorar textos, vídeos jornalísticos e o trabalho em equipe, sempre de forma divertida e prazerosa.

A oficina foi finalizada com perguntas do público sobre as agressões que os jornalistas sofrem em algumas reportagens especiais, a quebra dos princípios da televisão brasileira e até mesmo sobre a dificuldade de entrevistar pessoas envolvidas com a política.

A palestra gerou comentários e discussões que, com certeza, vão ajudar na melhora do desempenho de todos nós.

Nathália Nascimento, 14 anos.

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Telões facilitam o acesso às mesas da programação principal

Está de volta um sucesso das ultimas edições da Flip – e não é de um autor que estamos falando. Estamos falando dos telões, instalados na parte de fora da Tenda dos Autores.

Eles são uma maneira de, mesmo sem ingresso, todos terem a chance de acompanhar suas mesas favoritas. São quatro telões colocados ao redor da tenda, abertos ao público, com transmissão ao vivo das mesas que acontecem ali dentro.

As opiniões não divergem quando se trata dos telões: todos adoram!

A estudante Barbara Siqueira, de 18 anos, acredita que os telões facilitam a vida dos próprios estudantes, que nem sempre tem a oportunidade de participar das mesas de dentro da tenda: “Uma oportunidade de deixar a Flip com uma cara mais popular, facilitar o acesso para quem não pode comprar os ingressos.”.

Sergio Braga, morador de Niterói de 70 anos, observou: “Já é minha décima Flip, e eu vejo que esses telões promovem a democratização. Eu acho até mais confortável, no sentido de que se eu não estiver gostando da palestra, estiver com tédio, eu posso sair quando quiser, sem faltar com a educação.”.

Com os telões, não há desculpas para perder as mesas da Flip 2015!

Juan Pablo, de 17 anos, e Isabel Dias, de 18.

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Diversidade sexual em pauta

A diversidade sexual ainda hoje é um tema delicado de se falar. Mas o tema não passa despercebido na Flip e nem pela equipe da FlipZona. Saímos pelas ruas para saber o que as pessoas que estão em Paraty, entre gays, lésbicas e heterossexuais, pensam sobre isso.

Estudante aqui de Paraty, Márcia, de 16 anos, conta que é bissexual e que às vezes sofre preconceito por isso, mas nem sempre é assim. “Estamos no século 21 e ainda tem gente que tem preconceito. As pessoas deveriam respeitar o direito da sexualidade de cada um”, diz ela.

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A sexualidade ainda hoje é um tema difícil de se abordar porque há muita gente intolerante, homofóbicas e preconceituosas. É normal vermos na rua gays ou lésbicas se beijando, mas ainda há um grande preconceito e pessoas que não aceitam.

Perguntei para Paula Sousa, que passeava à tarde tarde por Paraty, qual a diferença de um beijo entre pessoas de sexo oposto para um beijo gay. Sua resposta foi muito boa, ela disse: “Muita gente ainda pensa que essa diferença é como a que existe entre biquíni e calcinha. Um poderia usar em público o outro não”, diz ela, que discorda dessa ideia. “As pessoas têm de ser livres de verdade”.

Entrevistamos também um casal gay que contou como é difícil ir para uma praça e se beijarem. “As pessoas acham que nós não somos normais, porém eu nem ligo mais pra eles, eu faço o que me faz feliz!”, disse um deles, que está em Paraty por causa da Flip. O casal, inclusive, pediu para não ser identificados no texto e na foto.

No banco da praça, encontramos quatro garotas que são bissexuais. Elas têm entre 14 e 18 anos e disseram que têm vergonha de se beijar em público por causa do preconceito, mas acabam levando tudo com bom humor. “Eu nasci assim, eu cresci assim”, diz uma delas, citando a música Gabriela.

Para aprofundar a abordagem sobre o tema, também acompanhamos uma palestra sobre “Sexo” com a escritora e jornalista Roseli Tardelli. “Hoje nós podemos escolher o que queremos para a nossa vida. Gente!! Vamos para com esse preconceito ridículo que isso não vai levar vocês a lugar nenhum. Aceite o próximo do jeito que ele é e o mundo vai ser um lugar melhor”, disse ela que, que é lésbica e não tem vergonha nenhuma de dizer.

Para Roseli, é um orgulho, não uma vergonha! Afinal, toda forma de amor é válida!

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Carlos Eduardo Oliveira, de 14 anos e Julia Magalhães Ratzke, de 14.

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Jovens fazem mediação de leitura para idosos no asilo

Começa a mediação de leitura do estudante André Pádua, de 18 anos. O livro que ele começa a ler é “Amiga Galinha”. Já tradicional para o público infantil, é a primeira vez a mediação de leitura da Flip ocorre dentro do asilo para os idosos.

André faz leitura no asilo

André faz leitura no asilo

O asilo fica dentro do Centro Histórico. Lá dentro, há uma mesa cheia de livros no centro da sala e, no entorno da mesa, os idosos ouvem atenciosamente a leitura. A leitura ocorreu na tarde desta quarta-feira. Todos ficam bem interessados.

A Associação de Caridade São Vicente de Paula abriga no máximo 20 idosos. Hoje, há por volta de 12 idosos na casa. Oito deles participaram da mediação.

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André leu todo o livro. Ao final, Silda, de 61 anos, uma idosa cega que ouviu atenciosamente a mediação, disse que adorava ler. “Na época da faculdade, era eu quem sempre lia para os amigos”, diz ela, que se formou professora e atuou na área. Silda diz que seu livro preferido é “Pequeno Príncipe”. Ela perdeu a visão por causa da diabetes.

Outra idosa moradora do asilo, Maria Lucia da Silva acompanhou a leitura até o final, mas já tem dificuldades de falar as coisas com sentido. Mas sua filha contou que a mãe adora ouvir histórias, porém nunca aprendeu a ler e escrever.

Almelindo, que não revelou a idade, disse que gosta de ler, mas a vista não ajuda muito. “Só consigo ler com meus óculos, então parei um pouco de ler”, disse.

Outros idosos presentes também nos contaram um pouco do que acharam. Benedito Antônio diz que adora histórias e que gostou da mediação. Margarida, de 96 anos, que é de Minas Gerais, diz que adora ler a Bíblia e também curte música. Ela insistiu, inclusive, que os mediadores lessem a bíblia para ela.

Este ano, o Asilo teve uma grande perda: o poeta e também professor João Firmino Camilo Batista Martins Xavier de Alcantara Castelo dos Santos (ufa!). Mais conhecido como Saporém – personagem cultural da cidade, chamado por muitos “o menino Saporém”. Era muito querido, não há quem não o conhecesse, faleceu neste ano e tem deixado muitas saudades no asilo e na cidade.

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Em sua memória, o Asilo fez uma pequena homenagem, em um mural no corredor principal da casa.

Maria Antônia, de 15 anos, Thalia Oliveira, de 18

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Eu brasileiro, eu paratiense

O homenageado da Flip 2015, Mário de Andrade, tem sua expressão cultural retratada por meio de seus livros, como Macunaíma, que mostra a diversidade cultural envolvendo a religiosidade indígena com lendas e folclore.

Pode-se dizer que Macunaíma é uma tentativa de construção do retrato do povo brasileiro. Retrato este, que vemos na cultura paratiense, que tem grande herança indígena, caiçara, religiosa e quilombola. Em torno da cidade de Paraty, vemos a concentração de tribos como os Tupiniquins, que vivem em sua grande maioria na comunidade de Paraty Mirim, local conhecido também por causa dos índios que vivem ali. A influência indígena na cultura paratiense pode ser vista na comida e nas lendas da cidade.

Já a cultura caiçara vem da miscigenação de portugueses e índios, estes que desde sua origem optaram por viver fora dos centros urbanos, perto do mar e da terra, tirando deles os recursos necessários para sua sobrevivência. Cantigas e danças de roda, como a ciranda, refletem os traços caiçaras locais.

As expressões religiosas tradicionais e ancestrais podem ser vistas, por exemplo, nos eventos religiosos da cidade, como a Festa do Divino, que agora é patrimônio imaterial. Essa herança se deve à influência da igreja católica na cidade. Porém, Paraty é multicultural, abrigando diversos segmentos religiosos de matriz africana, como os Quilombolas e as Casas de Santo. Há ainda a influência hindu, que pode ser vista na comunidade Hare Krishna.

Toda essa mistura compõe a identidade paratiense, e sua cultura, que engloba culinária, música, brincadeiras, lendas e outros.

Julia Vilma Caetano , 23 anos, paratiense  e católica:
“De modo geral é muito importante para nós, os católicos, sermos considerados como ‘ponto turístico’. A igreja vem trazendo cultura religiosa para cidade em forma de festas e missas.”

Pakari , 32 anos, indígena tupi:
“Nossa cultura é importante para Paraty e pro Brasil. Temos o artesanato e a culinária, somos  de Paraty Mirim e estamos aqui para mostrar nossos talentos e cultura.”.

Nicole Jannotti , 15 anos, caiçara:
“Ser caiçara é saber mais e ter mais cultura. Se eu nascesse na cidade eu não iria saber pescar, construir canoas e fazer farinha. Nasci no Pouso da Cajaíba e não esqueci das minhas origens, sou caiçara até a minha morte.”.

Laís Barros, 18 anos, baiana:
Sou da Bahia, vim pequena para Paraty. Minha família é bem tradicional. Somos descendentes de africanos. Quando eu fiz 14 anos estive no Quilombo de Paraty. Gostei muito e continuei lá. Nós, os quilombolas, regatamos nossas raízes africanas pela dança, comida, cantigas e nosso modo de viver.”.

Trecho da Música “Eu Brasileiro”, de Luiz Perequê:

De brancos ponteios de viola,
De negros tambores de Angola,
Pele morena, cocar de pena,
Pena de arara, cara de índio,
Minha cara!
Cara de nego maluco
Mucungo é suco de cana,
Mucama é dama africana
Cachaça, cana caiu!

Por André Pádua, 18 anos.

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Equipe da Globo News faz workshop na Central FlipZona

A equipe de reportagens especiais do canal Globo News está agora apresentando um workshop sobre produção audiovisual jornalística. Está muito legal!

gnewsMais tarde nossa equipe traz outros detalhes.

 

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Iphan traz publicação sobre Mário de Andrade à Flip

Bem em frente à Igreja da Matriz, do outro lado da Praça, funciona o escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), em Paraty. O Instituto mantém parceria com a Flip há vários anos, mas este ano está trazendo as publicações pela primeira vez para serem divulgadas durante a festa literária.

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O Iphan faz publicações desde 1937, área que recebe muitos investimentos do instituto. “O instituto acredita que  trabalhar com as publicações também é uma forma de preservar o patrimônio cultural. Muitas vezes o bem não é tombado ou registrado e, desenvolvendo estudos, o Iphan documenta e preserva o seu patrimônio”, conta a mestranda em patrimônio cultural Gabriela Sobral.

Nesta Flip, o Iphan trouxe 19 publicações selecionadas. Uma em especial é a revista do patrimônio de Mário de Andrade, uma publicação sobre vários aspectos da sua trajetória, pesquisas sobre música, folclore e da própria atuação dele sobre a pesquisa em relação ao patrimônio. Todas publicações estão com 50% de desconto (e não apenas as 19 selecionados).

O instituto é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura que responde pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. Cabe ao Iphan proteger e promover os bens culturais do País, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras. O Iphan possui 27 superintendências, uma em cada unidade da federação. São 31 escritórios técnicos, a maioria deles localizados em cidades que são conjuntos urbanos tombados – as chamadas cidades históricas. Ainda há unidades especiais, sendo três delas no Rio: Sítio Roberto Burle Marx, Paço Imperial e o centro nacional do folclore e cultura popular. A outra é em Brasília, o Centro Nacional de Arqueologia.

Delia Soares, Coordenadora Geral de Difusão e Projetos do IPHAN, e Gabriela Sobral, mestranda em Patrimônio Cultural do IPHAN

Delia Soares, Coordenadora Geral de Difusão e Projetos do IPHAN, e Gabriela Sobral, mestranda em Patrimônio Cultural do IPHAN

 

São de responsabilidades do Ipahn a conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial e na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, conforme convenções de Unesco, a convenção do patrimônio Mundial de 1972 a convenção do Patrimônio Cultural Imaterial de 2003, respectivamente.

Hudson Torquato

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Ainda há ingressos para a Tenda dos Autores

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Quer acompanhar as mesas na Tenda dos Autores? Ainda dá tempo:

Encontram-se disponíveis os ingressos para as Mesas 2, 3 e 21, além da mesa bônus que conta com o titulo – Brasil: Uma Aula, com a presença de Heloisa M. Starling e Lilia M. Schwarcz. A mesa repercute o livro das autoras que trata dos 500 anos do Brasil sintetizados em uma biografia do País.

Mas se você está interessado em uma das mesas que estão com ingressos esgotados, pode aguardar na fila de espera e torcer para vagar um espaço. Se não der certo, tem o telão atrás da tenda, que é de graça ;)

Atenção: Os organizadores informam que os ingressos podem ser retirados apenas na bilheteria da Tenda dos Autores.

Hudson Torquato

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‘Quem lê nunca está sozinho’

Nem todo mundo entende o motivo de se gastar algumas horas da vida com os olhos grudados em um livro. Então saí em busca de respostas – se é que elas existem neste caso. Nesta busca, achei algumas pessoas que souberam me responder com sinceridade o que as levam a fazer isso, ou mesmo, como elas encaram a importância da literatura.

Segundo a vendedora Patrícia Oliveira, de 29 anos, ler é importante, pois ajuda a melhorar o conhecimento e aumenta o vocabulário. “Também acho ótimo como aprendizado para as crianças.”, diz.

A psicóloga Mariana, de 25 anos, de São Paulo, acha que tem vários motivos para ler: por prazer, para estudo, para ampliar o contato com várias ideias. “Acho a leitura mágica, por mais que as palavras tenham o mesmo sentido, tudo fica diferente em cada livro.”, diz ela, que hoje está lendo “Vozes Anoitecidas”, de Mia Couto.

Segundo a bibliotecária de Campinas Glaucia Mello , 59 anos, por meio da leitura a pessoa se torna “mais feliz no dia-a-dia”. Desde de pequena ela consegue exercer a leitura, contou com orgulho.

Já a professora do ensino médio Gabriela, de 46 anos, acha que a maior importância da leitura é que ela amplia a percepção do mundo. “Normalmente, as pessoas que leem muito conseguem perceber mais rápido as coisas da vida, para refletir, criticar”, diz ela. Apesar de compreender essa importância, Gabriela nem sabe exatamente por que gosta tanto de ler. “Sempre procuro tempo para os livros e nunca me sinto sozinha. Quem lê nunca está sozinho.”

Melissa dos Santos, 13 anos, e Bruna

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Opiniões e palpites

O que dizem da Flip por ai? Saímos pelas ruas de pedra de Paraty para ouvir a opinião de quem vive na cidade ou que está por aqui só de passagem.

Paula tem 48 anos e é jornalista e editora de um evento cultural. Segundo ela, a Flip é um evento muito legal e interessante. “Por meio desse evento se leva aprendizagem e incentivava muitos jovens a leitura”, disse ela aos repórteres. Lucas, de 20 anos, e Maria Conceição, 53, disseram que era importante criar uma oficina que tiraria os jovens da ruas… – Acho que ela não conhece a FlipZona J

Olha o que a Desiree, de 32 anos, disse: “Gosto muito do evento, pois ele e é um incentivo para a leitura, conhecimento e também traz trabalho e renda para a cidade”, diz ela, que é professora. Para o artista plástico Mauro, 64, a mídia influencia na divulgação do evento fora de Paraty e quanto mais público, mais lucro para os paratienses.

O pescador local Gande, 32, mencionou que a Flip traz muitos escritores e atividades.  Ressaltou também o aumento nas vendas do comércio, barracas e lojas, e que se revertem em melhorias na cidade. Ele tem uma sugestão: “A programação deveria começar depois das 16h, assim os trabalhadores poderiam acompanhar o evento sem perder a sua clientela”, completou.

E você? O que acha da Flip?

Brenda Lopes

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Todos somos mais que um

Livremente inspirado no poema “Eu sou trezentos”, de Mário de Andrade.

Todos somos mais que um.
Não tente negar, ninguém é um só.

Vamos reconhecer,
o você de hoje não é o você de ontem.

Sol Shinno, a vendedora de pulseiras da Praça da Matriz, diz que nunca tenta esconder as milhares de pessoinhas que vivem dentro dela. Estão todas sempre a mostra, como um armário de portas transparentes. Mas é claro que não podemos desconsiderar os seus 63 anos de idade, afinal ela já sabe que, aceitas ou não, suas pessoas internas devem ser mostradas.

Diferente de muitos jovens, que escondem alguns de seus “eus”, mostrando apenas aqueles que a sociedade quer ver ou até mesmo aceitar, aqueles considerados normais.

Apenas as pessoas que têm medo de revelar ou até mesmo descobrir as diversas personalidades que existem dentro de si conseguem numerar quantas tem.
Alguns disseram ter 10, outras ousaram dizer que tem apenas 5, sem mais nem menos.

Mas aqui vai uma dica, não esconda seus eus.
Mostre seu lado oculto, o lado que ninguém, nem mesmo você conhece.

Afinal são essas pessoas dentro de você, que se revelam a cada instante, que formam a pessoa que as carregam por fora.

Nathália Nascimento, 14.

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Mário de Andrade, lendas e mitos

A 13º FLIP homenageia Mário de Andrade e traz como uns dos temas o livro Macunaíma.

O escritor paulista não se considerava um folclorista, mas um apaixonado pelo tema. Tinha grande interesse na música. É considerado um dos primeiros musicólogos brasileiros, principalmente dos ritmos nordestinos. Apesar disso, Mário de Andrade incentivou todo o Brasil ao o estudo e pesquisa científica do folclore.

Foi Diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo entre 1937 e 1938, incentivou e orientou as primeiras expedições científicas do folclore brasileiro.

A obra Macunaíma é fruto do conhecimento reunido por Mário acerca das lendas e mitos indígenas e folclóricos.

Mas o que é o folclore: podemos definir como folclore, um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. Muitas destas lendas e mitos deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.

O paratiense Lucas Martins, de 22 anos, contou sobre a lenda da noiva.

As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. Buscam dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

Paraty também tem suas lendas e folclores. Entrevistamos Lucas Martins de Oliveira, de 22 anos, morador da cidade de Paraty. Ele nos contou a lenda sobre “A noiva de Santa Rita”, que é a seguinte:

Na véspera de seu casamento, uma noiva amanheceu morta causando grande tristeza à família e ao noivo. Este, inconformado, ficou na porta da igreja e ninguém conseguiu tirá-lo dali.

Ao anoitecer, viu um vulto sair do cemitério, vestido de noiva. A viu bebendo água no chafariz em frente à igreja. Ao reconhecê-la, perguntou o que estava fazendo ali e ela respondeu que havia morrido de sede.

Desesperado, avisou a todos. No dia seguinte abriram a sepultura e encontram o corpo de bruços no caixão.

Assustador!

Isabela Zorgdrager, 16 anos, Joani Carvalho, 20, e Nádia Carvalho, 17.

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O que rola na programação paralela à Flip

Paralelamente à programação principal, mas não menos importante, Paraty recebe nesta semana as atividades da Off Flip, do Sesc Paraty e da Casa da Liberdade, entre outros.

Surgida há cerca de dez anos, a Off Flip foi inspirada no desejo de apoiar e valorizar as manifestações culturais da região. A programação deste ano conta com saraus de poesia, shows musicais, gastronomia sustentável de Paraty e a popular Picareta Cultural. Esta última, já conhecida na cidade, reúne pessoas de todos os estilos, principalmente novos poetas e músicos.

Confira alguns dos eventos que vão rolar até domingo, pela Off Flip:

– Haicai Combat: um desafio entre poetas, que vão recitar poemas autorais curtos.
Acontece no Van Gogh Pub, na Rua Dr. Samuel Costa, 22 – Centro Histórico, no dia 4, sábado, às 20 horas, durante a Picareta Cultural.

– Debate “Literatura de resistência-preconceito, ativismo e até a margem”: une cultura negra, grafite, literatura urbana, poesia, contos, cantos e mais.
No Van Gogh, dia 4 de julho, sábado, às 16h30.

O Centro Cultural Sesc Paraty traz uma grande programação diversificada, com dança, teatro e música. O destaque fica para a exibição do documentário “Missão de pesquisas folclóricas e etnográficas”, que reúne uma seleção de manifestações da cultura do Nordeste e Norte do Brasil. Foi coordenado por Mário de Andrade, o grande homenageado da Flip neste ano.
Dia 2, quinta, às 20 horas, na Rua da Matriz, 20 – Centro Histórico.

Outra atividade bacana é a Oficina de Roteiro, onde serão realizados exercícios práticos de produção de diversos tipos de roteiros, como para cinema, televisão e outros.
Dia 3 de julho, sexta, na Rua da Matriz, 20 – Centro Histórico.

Para mais informações, clique no link.

A Casa da Liberdade debaterá os desafios atuais do Brasil. Em seu programa, eles possuem a “Corrupteca”, que é a maior biblioteca digital de corrupção do mundo. Para mais informações, visite a sede da casa, que fica na Rua Marechal Dedoro, Centro Histórico.

Thales Matheus, de 17 anos, e Matheus Cabral, de 18. Estudantes da formação de professores do colégio CEMBRA.

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Luís Perequê faz show de abertura às 21h30: ‘Muita responsabilidade, mas me sinto bem’

O cantor e compositor Luís Perequê, músico local que fala sobre a cultura caiçara e a natureza de Paraty em suas músicas, faz daqui a pouco, às 21h30, o show e abertura da Flip 2015. Tivemos a oportunidade de entrevistá-lo rapidamente no camarim. Em uma conversa bem humorada e agitada, Perequê, que estava com sua mulher, comentou um pouco sobre como será sua apresentação no palco da Flipinha, na Praça Matriz.

DIVULGAÇÃO/ PREFEITURA DE PARATY

DIVULGAÇÃO/ PREFEITURA DE PARATY

Como você se sente fazendo o show de abertura da Flip deste ano?

Sinto-me com muita responsabilidade, sinto que estou contribuindo com a cultura de Paraty, me sinto bem, também me sinto muito bobo (risos).

E o que você espera do púbico?

Eu sou um artista que quebrou as regras de que “santo de casa não faz milagre”. Sou muito querido em Paraty e nessa região, até porque eu trabalho com muita paixão.

O que você acha da Flip?

Eu acho que é um evento que movimenta muito na questão financeira, na questão cultural, e que não deveria acabar nunca.

Você frequenta a Flip?

Independente de trabalhar na Flip como artista, também gosto muito como paratiense e como bom morador que sou.

Possui alguma experiência ou algo que te marcou?

Sim. Foi quando eu fiz um show de abertura para o Gilberto Gil, que é meu ídolo.

E as parcerias?

Terei a ilustre oportunidade de cantar com Daniela Lasalvia, além dos Cirandeiros de Paraty.

Victória Carolina Manso, de 15 anos, Marina Barros Santander, de 12, e Rodrigo e Luigi

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Sesc Paraty compõe programação da Flip

O Sesc Paraty está com uma programação que conta com exposições, biblioteca infantil com mediação de leitura, intervenções literárias e um bate-papo com as vencedoras do Prêmio Sesc de Literatura deste ano. O Centro Cultural Sesc da cidade surgiu a partir da relação da instituição com a literatura. As apresentações dos trabalhos da instituição, realizadas anualmente no período da Flip, evoluíram para a criação deste espaço, “que tem como objetivo oferecer ao público ações de educação, cultura e incentivo à produção artística local”, de acordo com o material de divulgação do Sesc.

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A sede principal fica no Largo de Santa Rita e a casa de apoio na Rua da Matriz, 20.

A nossa equipe conversou com Daniel Ferenczi, assessor técnico de cultura do SESC Paraty, que coordenou a FlipZona por 5 anos. Segundo Daniel, o Sesc tem uma relação com a Flip há 7 anos, criando projetos culturais e sociais, desenvolvendo atividades conjuntas com a Casa da Cultura de Paraty e com a Associação Casa Azul. Logo de início, ele ressaltou que o SESC veio a Paraty através da OFF Flip, uma premiação de conto, poesia e literatura infanto-juvenil, que ocorre paralela à Flip. Este ano, a premiação acontecerá no espaço do Sesc, no dia 2 de agosto.

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Daniel comentou que a instituição apoia duas mesas da Tenda do Autores da Flip: a mesa “Amar, verbo transitivo”, com Ana Luisa Escorel, e a mesa “Desperdiçando verso”, com Arnaldo Antunes. O SESC também apoia os shows de música, poesias e espetáculos de teatro que acontecem durante o evento. Os principais temas que o Sesc exibirá são voltados à música, artes plásticas, artes cênicas, artes visuais e cinema. “Mas a literatura é o estopim para tudo isso”, disse Daniel.

Repórteres entrevistam Daniel Ferenczi, no centro

Repórteres entrevistam Daniel Ferenczi, no centro

Maria Vitória Santana, Braz Mendes, ambos de 15 anos, e Henrique Braga, de 17

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