Comerciantes se dividem sobre aumento de movimento na Flip 2014

A um dia para o início da programação oficial da Flip 2014, restaurantes e bares de Paraty se preparam para receber o público que chega à cidade. Muita gente reforçou a equipe e há quem espera um público maior do que no ano passado. Outros, entretanto, indicam que a Copa do Mundo e o ano eleitoral podem ter impacto negativo nos negócios durante a semana da festa.

Angela Nogueira, de 47 anos, sócia de um restaurante, tem uma expectativa de aumento do movimento justamente por causa do autor homenageado – Millôr Fernandes. Além de fazer um evento para a Companhia das Letras, a exemplo do que ocorreu no ano passado, sua casa irá receber mais duas editoras: a DSOP e a Cosac Naify, com um coquetel de abertura para 300 convidados.

A mudança da Flip para o final de julho – por causa da Copa do Mundo – pode impactar o movimento, admite Nogueira. “O público pode ficar dividido com a Bienal do Livro, marcada para o próximo mês”, diz ela.

Dona do Margarida Café, Erica Patricia, de 33 anos, diz que aumentou a contratação de funcionários e a preparou um cardápio especial diário, como fizera nos anos anteriores. “Um prato é de frutos do mar e outro é de carne”, diz ela. Érica acredita que o movimento deve ser o mesmo dos últimos anos, uma vez que as pessoas que gostam da Flip virão novamente.

Elisabeth Leonini, 51, dona do Miracolo Restaurante, na Praça da Matriz, diz que prefere não criar muita expectativa com relação às vendas ou ao movimento. Como em outros eventos em Paraty, a população chega até a triplicar na Flip. “A cidade estará preparada”, diz ele. “Mas o melhor seria ter mantido o calendário normal a Flip, como sempre foi, aproveitando o período de férias das capitais do Rio e São Paulo”, afirma.

O comerciante Alcir Nascimento Soares, 51, discorda de Elisabeth quanto ao período de realização. Ele mantém expectativa em relação ao aumento das vendas do seu bar, o Barril. Para Alcir, este ano a divulgação foi muito melhor. “O melhor para o evento é que a divulgação cada vez mais abrangente em Jornais, rádios TV’s e internet.”

Por outro lado, Mauricio Yuji Kunihira, 29, do Self Service KomaKilo, diz que a expectativa de queda de público se justifica. “Foi um ano de Copa no Brasil, de eleição e a situação da estrutura financeira do país está em um patamar não muito bom”, defende ele. Mauricio afirma que a Flip mudou a expectativa nas pessoas com relação aos autores, e sente a falta de autores de renome. “Lembro que em outros anos foram convidados autores de quadrinhos de fora e a junção com autores de qualidade do Brasil, fazendo com que o evento tivesse gente de várias idades”, diz ele. “O turismo em Paraty não está preparado, é até imaturo”, completa ele, relatando que não tem mais o prazer de sentar na Praça da Matriz.

Uma das observações de Mauricio é de que o movimento em seu estabelecimento é influenciado pelo clima. “Se chove, o movimento do Self-Service aumenta. Agora se faz sol, não é a mesma coisa. Ou seja, se tivesse mais pessoas na cidade, não modificaria muito com relação ao tempo”. E completa “Acredito que a Flip tem tudo para crescer ainda mais, pois fica no meio dos dois maiores centros urbano do Brasil. Mas ainda falta muita coisa. A cidade já foi considerada muito segura e hoje tem assaltos”.

Hudson Torquato

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